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Como age o lorazepam e quais os possíveis efeitos colaterais do ansiolítico?

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Pessoa apontando o indicador na mão direita para comprimidos na mão esquerda.

O lorazepam é um tipo de ansiolítico benzodiazepínico que diminui a atividade cerebral, levando a um efeito de relaxamento. Ele costuma ser recomendado para o controle do transtorno de ansiedade, para o alívio de certos sintomas da depressão e em alguns casos, também pode ser indicado para pessoas que enfrentam insônia e psicose.

Como usar o lorazepam

Dado que o lorazepam atua sobre o sistema nervoso central, seu uso em excesso ou fora das instruções médicas pode levar a uma série de efeitos colaterais severos. Nos casos mais graves, é possível até que a pessoa desenvolva dependência ou sofra uma overdose. 

Para manter um maior controle sobre sua comercialização, ele é classificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como um remédio de tarja preta. Isso significa que, cada vez que o paciente precisar comprá-lo, deve entregar à farmácia uma cópia do pedido assinado por um médico. 

O medicamento está disponível como comprimido ou solução líquida. Tanto o formato quanto a dose e a frequência de uso devem ser indicados por um profissional de saúde habilitado, após extensa avaliação clínica do indivíduo. Todas as instruções dadas estarão descritas na receita, e devem ser seguidas à risca, para evitar quaisquer problemas de saúde. 

Efeitos colaterais

Como o princípio ativo age no cérebro, os efeitos colaterais do lorazepam costumam ser bastante fortes. Os mais comuns incluem:

  • Sonolência intensa;
  • Mudança de humor ou comportamento;
  • Sensação repentina de inquietação ou excitação;
  • Convulsão;
  • Tristeza intensa;
  • Dificuldade para completar pensamentos;
  • Ideações suicidas ou automutiladoras;
  • Confusão;
  • Agressividade;
  • Delírio e alucinação;
  • Insônia;
  • Visão turva;
  • Urina escura.

Mais raramente, o usuário ainda pode apresentar sintomas como:

  • Icterícia (amarelamento da pele ou dos olhos);
  • Caminhada arrastada;
  • Tremor persistente;
  • Incapacidade de ficar sentado;
  • Dificuldade para falar;
  • Erupção cutânea; 
  • Urticária; 
  • Coceira; 
  • Inchaço no rosto, olhos ou boca; 
  • Chiado no peito; 
  • Falta de ar;
  • Arritmia cardíaca.

Nesses casos, recomenda-se procurar ajuda profissional o quanto antes. Se for necessário, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo número 192.

Contraindicações

O lorazepam é contraindicado para pessoas alérgicas a qualquer um de seus componentes, bem como a outros medicamentos benzodiazepínicos. Isso inclui, por exemplo, alprazolam, diazepam, midazolam e clonazepam.

Ele também deve ser evitado por indivíduos com histórico de:

  • Glaucoma de ângulo estreito;
  • Asma;
  • Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC);
  • Apneia do sono;
  • Dependência de drogas ou álcool;
  • Convulsão;
  • Doenças renais, cardíacas e hepáticas.

Por fim, seu uso durante a gravidez pode levar o bebê a apresentar sintomas de sonolência e abstinência depois do nascimento. Assim, o mais indicado é que a mulher consulte seu médico caso engravide durante o tratamento, para avaliar uma possível mudança na abordagem terapêutica.


Revisão técnica: João Roberto Resende Fernandes (CRM-SP 203006/RQE 91325), médico do Pronto Atendimento e Corpo Clínico, especialista em Clínica Médica do Hospital Israelita Albert Einstein. 

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