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Creatina: quais os efeitos adversos da suplementação?

Atualizado em 16/12/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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creatina

Que órgãos produzem creatina?

Fígado, rins e pâncreas são os responsáveis pela produção da creatina, que, então, é transportada e degradada nos músculos durante a contração muscular e liberada na corrente sanguínea.   

A creatinina é o resíduo, uma espécie de lixo metabólico resultante das contrações musculares, produzido a partir da degradação da creatina. Cabe aos rins a função de eliminar a creatinina pela urina. O processo de liberação de creatinina é contínuo, assim como a filtragem feita pelos rins.  

A alimentação tem algum papel na produção de creatina?

Sim. Alimentos ricos em proteínas, como carnes e peixes, contribuem para sua produção.  

Quais os benefícios de tomar creatina por via oral?

Os suplementos de creatina funcionam como um reservatório de energia, uma vez que ajudam a elevar o nível da substância nos músculos. Isso pode contribuir para o ganho de massa muscular e melhora do desempenho físico, além de auxiliar na recuperação pós-exercícios, atuar na prevenção de lesões, entre outros efeitos. 

Os principais ganhos de performance foram vistos em homens jovens, nos exercícios de curta e forte intensidade.

Quando é recomendado tomar suplementos de creatina?

Ela é geralmente indicada para atletas que precisam melhorar seu desempenho físico (ganho de músculos e de velocidade) e como reforço na dieta de pessoas que têm alimentação saudável e praticam atividade física para aumentar a musculatura e a massa magra.   

Quando ingerida por via oral e em doses apropriadas, a creatina pode ser usada continuamente por até cinco anos. E, como todo suplemento dietético, é importante usar produtos de qualidade comprovada e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até 30% dos indivíduos não apresentarão ganhos com o uso.  

Quais os efeitos adversos da suplementação de creatina?

Pode haver ganho de peso, inclusive pela retenção hídrica, redução da mobilidade articular e cãibras. Há relatos de náuseas, diarreia e dor de cabeça. Também há relatos de que pode ocorrer uma piora da função renal, algo ainda pouco estabelecido na literatura, que parece não ser risco em pessoas saudáveis com função renal dentro dos padrões considerados normais. 

Os níveis de creatinina tendem a retornar ao normal, após cessar o uso. Importante ressaltar que não temos ainda estudos consistentes sobre a segurança do uso longos períodos.  


Revisão técnica: Erica M. Zeni, Médica da Unidade Pronto Atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein. Possui graduação e residência Clínica Médica Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), residência Medicina Interna pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium Latinoamérica Medicina Paliativa, em Buenos Aires, Argentina.

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