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Dor nos ossos sem fratura nem motivo aparente não deve ser desprezada; entenda!

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Dor nos ossos é uma sensação que pode ser decorrente de traumas e de fraturas. Mas, quando os ossos doem sem motivo aparente, é importante procurar um médico para descobrir a causa, já que o quadro é um dos sintomas mais comuns de câncer ósseo e também de câncer metastático, estágio em que as células tumorais migraram para outras partes do corpo. 

É preciso considerar também que pacientes oncológicos são mais sujeitos a fraturas e traumas ósseos, o que contribui para piorar o quadro.   

O que pode provocar o problema?

  • Traumas e fraturas;  
  •  Osteoartrose;  
  • Osteopenia, osteoporose, raquitismo e outras condições que reduzem a densidade óssea;  
  • Doença óssea de Paget (osteíte deformante);  
  • Tumores benignos como cistos ósseos aneurismáticos, osteomas, e osteocondroma;  
  • Neoplasias malignas dos ossos como osteossarcoma, condrossarcoma e fibrossarcoma. 

Existe diferença entre a dor óssea provocada por traumas ou fraturas e aquela que é sintoma de um câncer?

Sim. No caso de trauma ou de fratura, a dor costuma ser intensa e se localiza na área que sofreu a lesão. Quando a causa é um tumor, o sintoma inicial é sentir os ossos doloridos. Com o tempo, o quadro pode evoluir para dor constante ou intermitente, e a pessoa também pode sentir dor durante a noite ou mesmo quando está em repouso. 

Como é feito o diagnóstico?

Ele é realizado por meio do histórico do paciente, do exame clínico e de outros exames que o médico julgue pertinentes, como por exemplo, os de sangue e os de imagem.   

Como é o tratamento?

Tudo vai depender da condição que está causando o problema.  Se forem, por exemplo, traumas ou fraturas, o foco é corrigi-los por meio de imobilização e/ou cirurgia. O médico também costuma receitar analgésicos até que a recuperação esteja completa.  

Para pessoas com osteopenia, osteoporose e outras condições que reduzem a densidade óssea, o tratamento é direcionado para normalizar, por exemplo, os níveis de cálcio e de vitamina D.   

Pacientes oncológicos, por sua vez, precisam de tratamento de longo prazo para conter o avanço da doença e garantir a qualidade de vida, o que inclui também o manejo da dor, que pode se tornar crônica.  


Revisão técnica: João Roberto Resende Fernandes, Médico do Pronto Atendimento e Corpo Clínico e preceptor da Residência Médica de Clínica Médica do Hospital Israelita Albert Einstein.  

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