Crianças tendem a frequentar mais os serviços de emergência do que adultos, ou mesmo adolescentes. Isso é esperado e normal, já que seu sistema imunológico ainda está em formação, o que as torna mais suscetíveis a infecções. Além disso, o cotidiano infantil é naturalmente marcado por quedas, brincadeiras e atividades que podem resultar em acidentes.
Apesar disso, nem toda febre, tosse ou machucado deve motivar uma ida imediata ao hospital. A febre, por exemplo, é um mecanismo natural do corpo contra infecções e, isoladamente, não é sinal de algo grave. Por isso, o ideal é administrar o antitérmico recomendado pelo pediatra e aguardar seus efeitos.
Caso a febre diminua e a criança volte a melhorar, isso significa que o quadro provavelmente não é urgente. Mas se a febre persistir e vier acompanhada de outros sintomas, como manchas na pele, vômitos, rigidez na nuca, dificuldade para respirar ou sonolência excessiva, aí já é hora de buscar aconselhamento profissional. Vale lembrar que desmaios, sangramentos intensos, convulsões, dificuldade de respirar e dor muito forte devem sempre ser tratados como urgências.
No caso dos adolescentes, as emergências nem sempre se manifestam de forma visível. Há uma preocupação crescente com questões relacionadas à saúde mental nessa faixa etária, incluindo quadros de ansiedade, depressão, uso de substâncias psicoativas, automutilações e tentativas de suicídio.
Esses jovens nem sempre compartilham seus sentimentos, daí a relevância dos médicos oferecerem espaços seguros e de acolhimento para eles falarem livremente. Muitas vezes, a consulta é essencial para identificar comportamentos de risco que não seriam revelados na presença dos pais.