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Estrabismo: como se origina e as possíveis formas de tratar

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 3 minutos

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Estrabismo é o nome dado a qualquer desalinhamento dos olhos. Em sua situação mais comum, um dos glóbulos oculares tem mais dificuldade de manter o foco, por conta do desequilibro entre a função dos músculos oculares. Por exemplo, enquanto um dos olhos mira para frente, o outro acaba ficando desviado direcionado para dentro, para fora ou, mais raramente, para cima ou para baixo.

Em bebês, essa é uma condição temporária e quase imperceptível que desaparece após os primeiros meses de vida. No entanto, em casos mais graves, o estrabismo pode levar à perda da visão em um dos olhos e por isso deve ser tratado. Nesta matéria, entenda quais são os tipos de estrabismo e suas possibilidades de tratamento!

Quais são os tipos de estrabismo?

Há muitos tipos de estrabismo, a principal diferença entre eles está no sentido onde os olhos estão voltados quando desalinhados. Os tipos mais comuns são:

  • Estrabismo convergente ou esotropia: quando o olho é voltado para dentro, ou seja, para o nariz;
  • Estrabismo divergente ou exotropia: quando o olho é voltado para fora, ou seja, para a orelha;
  • Estrabismo vertical ou hipertropia: quando o olho é voltado para cima ou para baixo.

Qual a origem do estrabismo?

O estrabismo também pode ser descrito a partir das causas. Três dos 12 nervos cranianos são responsáveis pelos movimentos dos olhos e eles podem apresentar fraqueza ou paralisia e, com isso, causar estrabismo. Há vários fatores de risco para o estrabismo, sendo os mais comuns:

  • Nascimento prematuro;
  • Ambliopia (conhecido como "olho preguiçoso");
  • Malformações de nervos cranianos;
  • Visão limitada em um dos olhos;
  • Fatores genéticos;
  • Traumas;
  • Doenças da tireoide.

Estrabismo em adultos

Os adultos podem ter estrabismo devido a um desvio que surgiu na infância, ou até adquiri-lo na idade adulta, resultado de condições como doenças da tireoide, derrame ou tumores.

Mas, a correção de estrabismo não é apenas estética. Pode ser necessário corrigir a diplopia (visão dupla) incapacitante, que ocorre devido ao desalinhamento dos olhos e que pode ser tratado em alguns casos com óculos com prismas (lentes capazes de alterar o sentido com que a imagem chega na retina).

A cirurgia pode ser avaliada pelo oftalmologista para diminuir a dependência dos óculos de prisma. Além disso, o estrabismo pode afetar adultos emocional e socialmente. Nesse sentido, realinhar os olhos pode proporcionar uma melhor qualidade de vida.

Medição do estrabismo

O tratamento do estrabismo é baseado na quantidade de desalinhamento ocular. Sendo assim, o oftalmologista considera as características do paciente e utiliza um dos vários métodos disponíveis para medir o grau do estrabismo. Ele pode usar o reflexo da luz, aplicar testes de cobertura com prismas ou testes sensoriais com prismas.

Quais tratamentos existem para o estrabismo?

O objetivo dos tratamentos para estrabismo é realinhar os dois olhos para que eles trabalhem juntos e melhor. Em crianças, os resultados costumam ser animadores — se o estrabismo não desaparecer totalmente, ele será reduzido quase que completamente. Para isso, os tratamentos mais usados são:

  • Exercícios de fisioterapia ocular;
  • Óculos para corrigir um problema de visão que possa estar causando ou agravando o estrabismo, por exemplo, a hipermetropia em crianças;
  • Cirurgia. 

Em crianças com ambliopia (olho preguiçoso), busca-se primeiro melhorar a visão do olho afetado com a prescrição de óculos, tampão ocular e fisioterapia ocular. 

Como é a cirurgia de estrabismo?

A cirurgia do estrabismo busca reestabelecer o equilíbrio entre as forças responsáveis pelo posicionamento do globo ocular que é feita pelos músculos oculares externos. Para isso, é necessário relaxar ou tencionar os músculos extraoculares do olho estrábico, alterando o alinhamento em relação ao outro.

Geralmente, crianças recebem anestesia geral. Adultos também podem ter anestesia geral ou sedação com anestesia local. O procedimento não exige internação hospitalar. Além disso, a cirurgia de correção pode ser feita em qualquer idade.

Revisão Técnica: Luiz Antônio Vasconcelos. Especialista em Clínica Médica, Medicina Interna, Cardiologia e Ecocardiografia. Cardiologista e clínico das unidades de pronto atendimento e do corpo clínico do Hospital Albert Einstein.

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