A flora vaginal é formada por milhões de micro-organismos que vivem em equilíbrio para defender a vagina, a vulva e órgãos como o útero, as trompas e até a bexiga. Esse delicado sistema de proteção natural impede a proliferação de agentes infecciosos nessas áreas.
A principal arma dessas “tropas” microscópicas é a acidez: um ambiente vaginal com pH ácido dificulta a sobrevivência de invasores indesejados. Quem mantém esse meio ácido são os bacilos de Döderlein – bactérias benéficas que vivem nas paredes vaginais e transformam a glicose em ácido lático, mantendo o equilíbrio necessário à saúde íntima.
Esse sistema, no entanto, é sensível a diversos fatores. Alterações hormonais do ciclo menstrual, uso de antibióticos ou anticoncepcionais, relações sexuais e até a gravidez podem desestabilizar a flora vaginal. Em geral, o próprio corpo se encarrega de restaurar esse equilíbrio. Mas quando há doenças que afetam a imunidade (como lúpus, diabetes e insuficiência renal) essa autorregulação pode falhar, resultando em um quadro chamado disbiose.




