Mais de 80% dos casos de escoliose são descobertos durante o estirão de crescimento. Porém, nem sempre essas crianças e adolescentes vão sentir dor, um sintoma físico muito mais comum entre adultos.
Por isso, é recomendado que os responsáveis legais examinem, periodicamente, a simetria da altura dos ombros, das escápulas e da cintura de jovens entre 8 e 10 anos de idade. Também é importante prestar atenção na caixa torácica para confirmar que todas as costelas estejam alinhadas, sem que uma esteja mais levantada do que a outra.
Notada qualquer anormalidade, um médico deverá ser procurado. O especialista vai avaliar a necessidade de fazer uma radiografia ou outros exames, como ressonância magnética, para atestar o diagnóstico.
Em crianças e adolescentes, a dor na coluna normalmente está associada a deformidades. Como a estrutura óssea dos jovens ainda é muito flexível, a irritação de nervos, tumores ou mesmo infecções podem causar contraturas musculares, o que é diferente de uma escoliose verdadeira. Esses quadros são conhecidos como “escolioses antálgicas”.