A ideia central da TCC é que, ao mudar as crenças básicas do paciente sobre si mesmo, seu mundo e as outras pessoas, é possível alterar o modo como ele se sente, seus humores e seus comportamentos. Sendo assim, essa abordagem pode ser exemplificada assim:
Situação / Evento
↓
Pensamentos automáticos / Crenças
↓
Reações
(emocionais, comportamentais e fisiológicas)
Isso significa que a Terapia Cognitivo-Comportamental tem como base o modelo cognitivo. Ou seja, acredita que a emoção e o comportamento são influenciados pela forma como o indivíduo interpreta os acontecimentos.
Por exemplo: se um funcionário é chamado até a sala do seu chefe, durante a caminhada até a sala, ele tem pensamentos como:
- “Eu fiz alguma coisa errada”;
- “Eu entreguei o relatório para ele, mas eu deveria ter feito isso mais rápido”;
- “Eu sou incompetente”;
- “Eu vou ser demitido”.
É possível imaginar que, ao fazer a caminhada com esses pensamentos, o funcionário comece a sentir o coração acelerado, as mãos trêmulas e suadas, a respiração rápida, ansiedade, e pode chegar até o ponto de começar a conversa com um pedido de desculpas para o chefe. No entanto, é possível que o chefe tenha chamado o funcionário para fazer um elogio sobre o bom trabalho que tem realizado, para fazer um novo pedido ou pontuar algum erro.
Esses pensamentos automáticos e as crenças que as pessoas têm pré-estabelecidas fazem com que elas se distanciem do contexto e tornem a experiência negativa, gerando comportamentos e respostas emocionais e fisiológicas que geram desconforto.