Hoje se reconhece que muitos dos transtornos mentais têm tratamento, com base em medicamentos, psicoterapia, educação em saúde mental, capacitação, treinamento de habilidades sociais e psicoemocionais.
Essas possibilidades de tratamento contribuem para o fortalecimento e melhora da saúde mental. O que pode mudar a rota do paciente: em vez de caminhar para um transtorno, ele pode caminhar para um cenário de crescimento e desenvolvimento, com resgate do bem-estar.
A propósito, o bem-estar está relacionado a três aspectos:
- subjetivo (felicidade e satisfação íntimas de cada um);
- psicológico (desenvolvimento de personalidade, valores e virtudes);
- social (o quanto se consegue interagir com a comunidade e formar redes de suporte).
Quando a pessoa tem esses três aspectos alinhados, de maneira que consiga tomar decisões e agir em relação a elas, está se direcionando para uma saúde mental positiva.
No entanto, pode acontecer de a pessoa desenvolver um transtorno mental que minimize ou elimine quase completamente sua capacidade de escolha e de ação. Nesses casos, é indicado que a pessoa receba um tratamento intensivo, que deve ser avaliado e indicado por um profissional. Esse tratamento pode combinar medicamento e psicoterapia, a depender das necessidades de cada pessoa.
Muitas vezes, esses são os casos que mais sofrem estigma. Isso acontece, pois muitas pessoas confundem a incapacidade provocada pelo transtorno mental com preguiça ou questões morais. Em diversos casos, os pacientes acreditam no julgamento do outro – e essa crença adia a busca por ajuda.
Além de atrasar o tratamento desses transtornos, essa situação gera um sofrimento solitário, calado e progressivo. Se não identificado e analisado a tempo, essa evolução pode levar a pessoa a comportamentos extremos, incluindo pensamentos suicidas.