Nem todo cérebro humano segue o mesmo padrão de funcionamento. Em um mesmo ambiente, pode haver pessoas com muita facilidade para focar na realização de uma tarefa e outras que precisam de suporte para participar da atividade.
A constatação científica dessas diferentes formas de pensar e agir deu origem a um conceito conhecido como “neurodiversidade”. Mais do que um termo técnico, trata-se de uma proposta relativamente nova de como compreender os transtornos de aprendizagem, comportamento e comunicação.
A neurodivergência pretende desconstruir a ideia de que indivíduos neuroatípicos (com funcionamento cognitivo fora do padrão) estejam doentes ou não sejam capazes de viver plenamente. Por vezes, essa percepção está tão enraizada no senso comum que atitudes preconceituosas são naturalizadas.
Por conta dos estigmas associados a dificuldades de interação social, comunicação não convencional, hiperfoco em determinados temas ou reações sensoriais intensas, muitos ainda relatam sofrer bullying e discriminação.




