As blue zones (ou “zonas azuis”, em português) são regiões do planeta onde a população não apenas supera a média global de expectativa de vida ao nascer — hoje estimada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 71,4 anos —, mas também o faz mantendo a qualidade de vida e o estado de bem-estar social. Em alguns casos, os indivíduos chegam até a se tornar centenários.
O conceito foi originalmente cunhado em 2008 pelo pesquisador estadunidense Dan Buettner, em seu livro The Blue Zones - lessons for living longer from the people who've lived the longest. Nele, o autor destaca cinco regiões: Sardenha (Itália), Loma Linda (EUA), Península de Nicoya (Costa Rica), Icária (Grécia) e Okinawa (Japão).
Mas o que esses espaços têm de tão diferentes? E será que é possível replicar os resultados desses “oásis” da longevidade no Brasil? As respostas para tais perguntas podem estar em um ramo em crescimento na área da saúde: a medicina do estilo de vida.
Essa abordagem terapêutica, baseada em evidências científicas, propõe intervenções cotidianas que adicionam ou substituem hábitos prejudiciais por outros mais saudáveis, ajudando não só a prevenir doenças, mas também a enfrentar eventuais enfermidades. Como resultado desses esforços, estudos indicam que tanto os homens quanto as mulheres podem se beneficiar com mais de uma década de sobrevida.




