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“Overtraining”: conheça os sinais e os riscos do exagero nos treinos 

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Superando limites: o caminho para o sucesso pode levar ao overtraining. Escute seu corpo e encontre o equilíbrio entre esforço e recuperação.

A busca por resultados rápidos na academia ou a preparação intensa para competições pode levar muitas pessoas a ultrapassarem os limites saudáveis do corpo. É o chamado overtraining, ou sobretreinamento, em português — condição que pode desencadear uma série de problemas físicos e mentais.

Entre as complicações, pode haver fadiga extrema e prolongada mesmo após o descanso e o sono, falta de ar excessiva, dor muscular por mais de 24 horas, falta de força por mais de dois dias e dificuldade para realizar as atividades do dia a dia.

Além desses sintomas, o overtraining pode levar a distúrbios do sono, irritabilidade, depressão e até problemas cardíacos, como arritmias. Pode acontecer de a pessoa ficar com a frequência cardíaca de repouso mais elevada do que o normal, com cerca de cinco a 10 batimentos acima da média, ter queda no desempenho, diminuição temporária da imunidade, hipoglicemia, irritabilidade, insônia e queda da libido. 

Nos exercícios de força, como musculação ou treino intervalado de alta intensidade (HIIT), é fundamental estar atento a sinais que indicam excesso de esforço. Sintomas como perda de resposta do corpo, diminuição da força ou falha precoce durante séries habituais servem de alerta. Desmotivação ao se exercitar, desconfortos musculares que persistem por mais de 72 horas e dores recorrentes nas articulações ou tendões também podem ser indicativos de que a atividade foi intensa demais.

Ignorar esses sinais pode levar a complicações mais sérias. Em longo prazo, o excesso de treinamento pode resultar em perda significativa de massa muscular, lesões como tendinite e fraturas, desgaste articular precoce e desenvolvimento acelerado de artrose

Também pode haver queda na testosterona e no hormônio do crescimento (GH), disfunção na tireoide, resistência à insulina, depressão, ansiedade e aumento no risco de doenças do coração.

Respeitar limites

Para evitar o overtraining, é essencial entender os limites do corpo, garantir períodos adequados de descanso e recuperação, manter uma alimentação equilibrada e contar com a orientação de profissionais qualificados.

Se sentir algum desconforto fora do normal após uma sessão de exercícios, como muita dor, é importante interromper as atividades e procurar ajuda médica. Sintomas como cãibras, náuseas, vômitos e urina escura podem indicar rabdomiólise, uma condição séria, caracterizada pela quebra de fibras musculares. Esse processo libera substâncias nocivas na corrente sanguínea e pode levar a complicações renais.

Outros sinais de alerta incluem interrupções no ciclo menstrual e alterações persistentes no sono e no humor. A presença de um profissional de educação física é crucial para orientar os exercícios de maneira adequada e auxiliar o praticante a reconhecer possíveis excessos.


Fontes consultadas: Karina Hatano, médica do esporte do Einstein Hospital Israelita ; Fabrício Buzatto, médico do esporte e fisiatra, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Este texto foi originalmente publicado na Agência Einstein

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