Uma picada de abelha pode ser fatal para alérgicos. Em alguns casos, ocorre reação generalizada e pode levar à morte se o socorro não for imediato.
Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos (até 2022), cerca de 100.000 casos de acidentes por abelhas foram registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Desses, 303 foram fatais. Os casos têm aumentado ano a ano. Para especialistas, isso ocorre devido à urbanização que faz com que as abelhas migrem do campo para as cidades, ao uso de agrotóxicos, ao desmatamento e à falta de flores que fornecem néctar e pólen.
As picadas podem gerar reações tóxicas e alérgicas. No primeiro caso, as complicações podem ser locais (dor, inchaço e inflamação) ou sistêmicas, como hipotensão, taquicardia e cefaleia. Há ainda a possibilidade de choque, insuficiência respiratória e renal agudas nos casos mais graves, geralmente quando a quantidade de veneno inoculado é grande. Já as reações alérgicas independem da intensidade do ataque.




