No primeiro encontro, a paciente é examinada para ver se seu desenvolvimento físico está acontecendo normalmente e se ela apresenta alguma alteração anatômica. Ela também pode receber pedidos de exames, como hemograma e dosagem de colesterol. O médico pode investigar ainda como estão suas taxas hormonais e pedir uma ultrassonografia pélvica para analisar ovários e útero.
Também é um bom momento para verificar se as vacinas estão em dia, especialmente a imunização contra o HPV (papilomavírus humano). Essa é a principal forma de se proteger contra esse vírus, que pode causar câncer de colo de útero. A vacina está disponível na rede pública para meninas e meninos de 9 a 14 anos, mas pode ser tomada por pessoas mais velhas na rede privada.
Dúvidas gerais sobre anatomia, higiene e cuidados íntimos podem ser sanadas. Na primeira consulta, os médicos costumam abordar temas básicos, como a diferença entre secreção vaginal normal e corrimento. Assuntos como sexualidade, contracepção e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (IST) também são muito importantes nas conversas entre médico e paciente, mas podem entrar em cena mais para frente.
O médico deve guardar sigilo sobre o que foi conversado no consultório, exceto se o caso colocar em risco a saúde e a integridade física da paciente ou de outras pessoas. Exames considerados invasivos, em especial o de toque e o papanicolau, não costumam fazer parte do roteiro desse primeiro encontro.
Fontes ouvidas: Renata Bonaccorso Lamego, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein; Cláudia Barbosa Salomão, ginecologista membro da Comissão Especializada em Ginecologia da Infância e Adolescência da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)