Com a menopausa, os ovários diminuem a produção hormonal. O estrogênio e a progesterona caem, e alguns sintomas podem aparecer, interferindo na qualidade de vida da mulher. Quando isso ocorre, a reposição hormonal pode ser prescrita, desde que não haja contraindicações, como histórico de câncer.
A progesterona tem um papel indispensável na reposição hormonal: proteger o endométrio. Isso porque, se a mulher faz uso apenas de estrogênio, o revestimento interno do útero pode crescer de forma exagerada, aumentando o risco de câncer. A progesterona, nesse caso, age como um “contrapeso”.
Assim, mulheres que ainda têm útero, ou aquelas que removeram o útero devido a endometriose, e recebem terapia de reposição com estrogênio precisam também da progesterona, seja por via oral, vaginal ou pelo uso de sistemas intrauterinos (DIU).
Revisão técnica: Alessandra Bedin, ginecologista, obstetra e nutróloga do Einstein Hospital Israelita (CRM 90562 / RQEs 19534 e 87355); Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Einstein Hospital Israelita (CRM 73681 / RQE 19282); Priscilla Duarte, ginecologista e obstetra do Einstein Hospital Israelita (CRM 197515); Sergio Podgaec, ginecologista e obstetra do Einstein Hospital Israelita (CRM 72644)