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Progesterona: entenda as ações desse hormônio na saúde feminina

Atualizado em 27/10/2025
Tempo de leitura: 3 minutos

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Além de suas funções físicas, a progesterona também tem um impacto significativo na saúde mental. Flutuações nos níveis desse hormônio podem influenciar o humor e contribuir para a síndrome pré-menstrual (TPM).

A progesterona é um dos hormônios mais importantes no corpo da mulher. Ela participa de processos que vão desde o ciclo menstrual até a gestação, além de ter impacto no sono, no metabolismo ósseo e até no sistema cardiovascular.

Esse hormônio é produzido principalmente pelos ovários, após a ovulação, e pela placenta, durante a gravidez. Também é fabricado em pequenas quantidades pelas glândulas suprarrenais (localizadas acima dos rins), mas nesse caso apenas como intermediária na produção de outros hormônios.

Principais funções da progesterona

1. No ciclo menstrual 

Todos os meses, após a ovulação, o ovário forma o corpo lúteo, uma espécie de glândula temporária que secreta progesterona. O hormônio age diretamente no endométrio (revestimento interno do útero), deixando-o mais espesso, vascularizado e rico em nutrientes, pronto para receber o embrião caso ocorra fecundação. Se não houver gravidez, o corpo lúteo regride e os níveis de progesterona caem, desencadeando a menstruação. 

Além disso, a progesterona provoca outros efeitos sutis: eleva um pouco a temperatura corporal basal, o que pode ser útil para mulheres que acompanham as fases do ciclo – seu aumento consistente, por pelo menos três dias, indica que a ovulação já ocorreu. A progesterona também torna o muco cervical mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides. 

2. Na gravidez

Quando ocorre fecundação, o embrião passa a produzir um hormônio chamado beta hCG, que mantém o corpo lúteo ativo e garante a produção de progesterona até que a placenta esteja formada e assuma essa função pelo resto da gravidez. 

Durante toda a gestação, a progesterona age como uma verdadeira “guardiã”. Entre suas funções estão:

  • Manter o útero estável, reduzindo suas contrações e prevenindo o risco de aborto precoce;
  • Favorecer a implantação e o desenvolvimento da placenta, essencial para nutrir o bebê.
  • Atuar no sistema nervoso central, provocando sonolência e sensação de relaxamento, especialmente no primeiro trimestre – sim, aquele cansaço do início da gravidez pode ter uma explicação hormonal.
  • Participar da preparação das mamas para a amamentação, em conjunto com o estrogênio.

3. No sistema nervoso 

A progesterona pode ter efeito calmante e indutor de sono, pois age em receptores cerebrais ligados ao relaxamento. Não por acaso, muitas mulheres percebem alterações de humor ou maior necessidade de descanso na fase pós-ovulatória. 

Esse efeito também pode ser aproveitado quando a progesterona natural micronizada é administrada por via oral durante a menopausa, ajudando a aliviar queixas de insônia

4. Nos ossos e na circulação

Em parceria com o estrogênio, a progesterona também dá sua contribuição para o metabolismo ósseo e a proteção cardiovascular, ressaltando a importância do equilíbrio hormonal para a saúde da mulher.

5. Na menopausa

Com a menopausa, os ovários diminuem a produção hormonal. O estrogênio e a progesterona caem, e alguns sintomas podem aparecer, interferindo na qualidade de vida da mulher. Quando isso ocorre, a reposição hormonal pode ser prescrita, desde que não haja contraindicações, como histórico de câncer. 

A progesterona tem um papel indispensável na reposição hormonal: proteger o endométrio. Isso porque, se a mulher faz uso apenas de estrogênio, o revestimento interno do útero pode crescer de forma exagerada, aumentando o risco de câncer. A progesterona, nesse caso, age como um “contrapeso”.

Assim, mulheres que ainda têm útero, ou aquelas que removeram o útero devido a endometriose, e recebem terapia de reposição com estrogênio precisam também da progesterona, seja por via oral, vaginal ou pelo uso de sistemas intrauterinos (DIU). 


Revisão técnica: Alessandra Bedin, ginecologista, obstetra e nutróloga do Einstein Hospital Israelita (CRM 90562 / RQEs 19534 e 87355); Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Einstein Hospital Israelita (CRM 73681 / RQE 19282); Priscilla Duarte, ginecologista e obstetra do Einstein Hospital Israelita (CRM 197515); Sergio Podgaec, ginecologista e obstetra do Einstein Hospital Israelita (CRM 72644)

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