Mais do que uma medicina focada exclusivamente na saúde física das crianças, a pediatria promove um olhar aguçado para a família como um todo. Na prática, isso significa que cabe ao médico avaliar de que forma as dinâmicas e os hábitos reforçados dentro de casa impactam no desenvolvimento social do jovem.
Vale lembrar que, pela classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), são consideradas “crianças” indivíduos com até 10 anos. A partir dessa idade, a OMS já entende o sujeito como adolescente, fase que se alonga até os 19 anos. No entanto, isso não quer dizer que seja necessário dar adeus ao consultório pediátrico e buscar um clínico geral.
Existe uma especialidade médica centrada especificamente na saúde dos adolescentes: a hebiatria. Esses profissionais mantêm um olhar global para a vida, tomando cuidado particular com as mudanças físicas e os picos hormonais, além de prestar atenção aos movimentos psicológicos de busca pela própria personalidade, ganho de autonomia e vontade de independência.
Nessas consultas, geralmente há momentos em que a presença dos responsáveis é indicada, e outros nos quais a conversa fica apenas entre o adolescente e o médico. Isso ocorre justamente para incentivar o jovem, que naturalmente passa por um período de afastamento da família, a se abrir com o profissional e compartilhar suas dores, frustrações e desejos.