Muita gente desiste logo de cara ou acha que não deve fazer terapia porque não gostou de uma determinada experiência. Sem saber, por exemplo, que com outro profissional ou simplesmente outra metodologia de trabalho o resultado pode ser totalmente diferente.
“É importante ver se está bem, percebendo como se sente, se isso faz sentido”. Se for o caso, parta para outro psicólogo. Para tanto, há alguns sinais de alerta aos quais você deve estar atento às sessões.
Por exemplo, o psicoterapeuta não pode de nenhuma forma impor as próprias visões de mundo sobre você. Isso inclui preconceitos, crenças, superstições e afins.
Isso fere diretamente o que é definido peloCódigo de Ética Profissional, elaborado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). O psicólogo que vai contra as normas do código de ética está sujeito à punições e, inclusive, à cassação do exercício profissional.
Também não cabe ao psicólogo dizer o que o paciente deve fazer, tomando as decisões pela pessoa. Esse não é o papel dele. Ao contrário, ele é um intermediador e facilitador do seu processo de desenvolvimento e evolução pessoal. Ele o ajuda a ter mais autonomia e independência, além de promover bem-estar e saúde mental.
“A psicoterapia é um espaço de fala e experiência do paciente, não do terapeuta”. Além disso, não se trata de dar conselhos. É o paciente que vai chegar às suas próprias conclusões e respostas: “É um processo muito mais para dentro do que para fora, que às vezes gera mais perguntas”, explica a especialista do Einstein.
Nesse processo, não há fórmulas prontas, respostas fáceis e soluções padronizadas. Ele também depende muito da abertura da pessoa, inclusive para tocar em temas espinhosos. Dependendo do objetivo da terapia e do perfil do paciente, ela pode levar semanas, meses ou até mesmo anos.