Na infância, a terapia consegue, por meio do contato com a criança, ajudá-la a se expressar, dar suporte emocional e construir com ela ferramentas ou hábitos saudáveis para atravessar as adversidades. Tudo isso enquanto ainda promove o autoconhecimento.
Já no público adolescente, a ajuda geralmente tende a se aprofundar no autoconhecimento, no processamento de situações tensas e no desenvolvimento das relações. Ela também combate os efeitos de distúrbios mentais prejudiciais, como a ansiedade e a depressão, muito comuns nos tempos atuais.
Quanto mais cedo a terapia for iniciada, maiores são as chances de fortalecimento mental. Com isso, dificilmente questões cotidianas causarão impactos tão grandes na vida da pessoa. O método também reduz a possibilidade de desenvolver algum tipo de quadro psicológico mais complexo, como pânico e fobia social.
Outro ponto que ajuda é saber qual comportamento esperado para a idade, o que envolve entender quais informações a criança consegue compreender e processar, para além do que adultos podem considerar “normal”.
Revisão técnica: Erica Maria Zeni (CRM 140.238/ RQE 75645 e 756451), clínica geral e médica paliativista do corpo clínico Hospital Israelita Albert Einstein e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Possui graduação e residência Clínica Médica pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e residência Medicina Interna pela Universidade de São Paulo (USP). Pós graduação em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium Latinoamerica Medicina Paliativa, Buenos Aires, Argentina.