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Doações

Asma

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - J45

  • Doença

O que é asma?

A asma, antes chamada de bronquite asmática, é uma doença respiratória que faz com que os canais (brônquios) que levam o ar para dentro e para fora dos pulmões fiquem inflamados e apertados (estreitos). Isso dificulta a passagem do ar e faz com que a pessoa não consiga respirar normalmente.

Essa doença pode ser controlada com tratamento e com a adoção medidas preventivas adequadas. Por isso, o acompanhamento com um(a) profissional de saúde é essencial.

 

Infográfico sobre asma (bronquite asmática). Explica a causa da inflamação e ilustra o estreitamento dos brônquios, condição a qual dificulta a passagem do ar. Mostra a via respiratória normal, a via respiratória com asma e a crise asmática, além dos sintomas: falta de ar, chiado no peito, tosse persistente, aperto no peito ao acordar e crises asmáticas.

Sintomas

A intensidade e a frequência dos sintomas da asma variam de pessoa para pessoa. Os mais comuns são:

  • falta de ar (dispneia): os canais por onde o ar passa para entrar e sair dos pulmões (brônquios) ficam inflamados e apertados, o que dificulta a passagem do ar e faz com que a pessoa se sinta ofegante e tenha dificuldade para respirar
  • chiado no peito: o ar é forçado a passar por um espaço apertado e gera um som semelhante a um assobio que parece vir do peito
  • tosse persistente: por vezes, a tosse é o único sintoma da asma, principalmente em crianças. Ela geralmente aumenta à noite e pode ser acompanhada de catarro (secreção). Se ficar muito forte, pode causar vômito, principalmente após atividades físicas ou no caso de alguma infecção
  • aperto no peito ao acordar: pode ser um sinal de asma noturna, quando os sintomas se manifestam ou pioram durante a noite
  • crises asmáticas: são momentos em que os sintomas da asma ficam muito mais fortes, pois os canais que levam o ar para os pulmões ficam ainda mais inflamados do que o normal
Infográfico mostra estágios da asma, inflamação nas vias respiratórias: normal, com asma e crise asmática. Em destaque, brônquios inflamados, que podem causar falta de ar, chiado no peito e tosse persistente.

Causas

A asma é uma doença de fundo alérgico. Os fatores de risco relacionados com a doença são:

  • fatores genéticos: uma pessoa tem mais chances de ter asma quando familiares próximos têm a doença. No entanto, não é garantido que o filho de alguém que tem asma também terá a doença
  • alergias: outras condições alérgicas, como a rinite, podem aumentar o risco de asma
  • fatores externos: o contato com poeira, pelos, penas de animais e até mesmo poluição do ar pode causar uma crise asmática
  • infecções respiratórias virais: algumas crianças que sofrem de doenças respiratórias causadas por vírus (infecções respiratórias virais) desenvolvem asma 
  • tabagismo: a fumaça do cigarro deixa o caminho pelo qual o ar passa irritado, o que pode causar ou piorar os sintomas da asma. Ter pais fumantes, assim como fumar durante a gravidez, também pode aumentar as chances de que o bebê tenha a doença

O acompanhamento com um(a) profissional da saúde, a adoção de medidas de prevenção e o tratamento adequado são importantes para evitar que os sintomas da asma se tornem muito fortes e para proporcionar maior conforto e bem-estar ao(a) paciente.

 

Diagnóstico

O diagnóstico de asma é geralmente baseado em uma combinação dos seguintes fatores:

  • exame físico: o(a) profissional de saúde usa um aparelho (estetoscópio) para ouvir os pulmões e procurar por sons estranhos, como chiados. Ele(a) também pode tocar e bater suavemente no peito do(a) paciente para sentir se há alguma mudança na área
  • avaliação de histórico médico: o(a) profissional de saúde avalia os sintomas e coleta informações sobre possíveis fatores que provocam as crises, além da intensidade e frequência delas
  • espirometria: também conhecida como prova de função pulmonar, é realizada com um aparelho chamado espirômetro. Esse teste mede quanto ar a pessoa consegue fazer entrar e sair dos pulmões e a velocidade de saída do ar

Identificar a asma pode ser mais difícil na infância, período em que várias doenças podem causar chiados, como a síndrome do bebê chiador, que ocorre em crianças de até dois anos.

Nos idosos, a asma pode ser confundida com outras condições, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e a insuficiência cardíaca congestiva (ICC), que têm sintomas semelhantes.

 

Tratamento

Para tratar a asma de forma eficaz, o(a) paciente precisa identificar e evitar os fatores que causam as crises e seguir as orientações do(a) profissional de saúde corretamente. Algumas abordagens que ajudam a controlar os sintomas da asma são:

  • medicamentos de alívio: devem ser utilizados durante uma crise, pois ajudam a abrir os canais para que o ar passe e chegue até os pulmões
  • corticoides (as chamadas "cortisonas"): medicamentos que reduzem a inflamação das vias que levam o ar aos pulmões (brônquios), o que facilita a respiração
  • medicamentos preventivos: evitam as crises de asma e devem ser usados diariamente como tratamento a longo prazo, e não apenas durante uma crise

Como a asma é uma doença respiratória, é melhor usar remédios que levam o ar diretamente aos pulmões (medicamentos inalatórios), como bombinhas, soluções para inalação ou inaladores de pó seco.
 
 

Prevenção

A melhor forma de prevenir a asma ou suas crises é reconhecer os fatores de risco e evitá-los. Algumas das estratégias mais eficazes são:

  • evitar gatilhos: reduzir o contato com fatores que podem desencadear crises, como poeira, pelos e penas de animais, pólen, ácaros, mofo, produtos de limpeza, perfumes e locais com ar muito poluído
  • não fumar e evitar fumaça de cigarro: pessoas com a doença que fumam devem parar imediatamente. Já quem não fuma deve evitar ambientes com fumaça, pois isso pode piorar os sintomas
  • praticar atividades físicas: o(a) paciente com asma pode ser incentivado(a) a se exercitar, desde que respeite seus limites e a intensidade recomendada pelo(a) profissional de saúde. Em geral, a medicação diária é suficiente para evitar crises durante o exercício. Caso ocorra algum episódio, o uso da bombinha ajuda a proteger por pelo menos duas horas

     

Referências