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Doações

Mpox

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - B04

O que é mpox?

Mpox é uma doença causada por um vírus que pertence à família dos Ortopoxvirus, do mesmo grupo da varíola. No passado, era conhecida como "varíola dos macacos", pois o vírus foi isolado pela primeira vez em 1958 em macacos de um laboratório na Dinamarca provenientes do continente africano, onde a doença é endêmica em alguns países. O animal hospedeiro natural e o ciclo completo da doença na natureza ainda não são totalmente conhecidos, mas acredita-se que roedores desempenhem um papel importante. Por isso, compreender suas formas de transmissão e prevenção é essencial para controlar a propagação da doença. 

Tipos


Os nomes dos tipos de Mpox foram alterados para evitar ofensas a grupos culturais ou étnicos e reduzir o impactos negativos no comércio e turismo das regiões africanas onde o vírus foi identificado em 1958:
 

  • clado I (anteriormente conhecido como clado da Bacia do Congo): associado a sintomas mais graves
  • clado II (anteriormente conhecido como clado da África Ocidental): geralmente provoca uma forma mais leve da doença e ainda se subdivide em IIa e IIb
     

Sintomas


A doença pode afetar qualquer pessoa, independente de idade ou sexo. As crianças, gestantes e pessoas com baixa imunidade (como portadores de deficiências imunológicas) podem apresentar sintomas mais graves. 

O período de incubação, fase em que o indivíduo está infectado mas ainda não apresenta sintomas, ocorre entre 6 e 13 dias, e pode chegar a 21 dias. 

Os sintomas são parecidos aos da gripe, duram de 2 a 4 semanas, e geralmente incluem:
 

  • febre: elevação da temperatura corporal, geralmente um sinal de que o sistema de defesa do corpo (imunológico) combate a infecção viral. No mpox, a febre pode ser um dos primeiros sintomas a aparecer
  • dor de cabeça: cefaleia causada pela inflamação ou pela resposta do corpo ao vírus. Pode variar de leve a intensa e é comum em várias infecções virais
  • dor muscular: desconforto ou dor nos músculos (mialgia), frequentemente associada à febre e à inflamação causada pelo vírus
  • cansaço: sensação de fadiga intensa ou fraqueza, resultado do esforço do organismo para combater a infecção
  • ínguas (inchaço dos linfonodos): aumento dos linfonodos, geralmente no pescoço, axilas ou virilhas. É um sintoma característico do Mpox e ajuda a diferenciar da varíola
  • lesões dolorosas na pele que aparecem inicialmente como manchas vermelhas que evoluem como pequenas bolhas (vesículas) e crostas. São dolorosas e contagiosas, sendo o principal meio de transmissão

    As lesões de pele podem surgir antes dos demais sinais e sintomas. É importante reforçar que a transmissão ocorre desde o início dos sintomas até que todas as crostas tenham caído e uma nova camada de pele tenha se formado. 
A imagem mostra mãos humanas com bolhas na pele, as quais aparecem como um dos sinais da doença causada pelo Mpox virus

Sintomas da mpox

Sintomas: bolhas na pele (erupção cutânea), febre, dor de cabeça, linfonodos inchados, dor muscular.

A imagem mostra uma ilustração de uma mulher que apresenta diversos sintomas da mpox como febre, dor de cabeça, ínguas ou linfonodos inchados, bolhas na pele ou erupção cutânea, dor nas costas, e dor muscular

Transmissão

A principal forma de transmissão ocorre por contato direto com uma pessoa infectada, principalmente através das lesões da pele. A infecção também pode acontecer por meio do contato com objetos contaminados, como roupas, lençóis e objetos compartilhados, além de transmissão por vias respiratórias, especialmente em situações de contato próximo, como beijo, toque em lesões na pele ou permanecer no mesmo ambiente de uma pessoa infectada sem as medidas de prevenção.
 

Diagnóstico


O diagnóstico de Mpox é feito principalmente por meio de exames laboratoriais, e o teste PCR (reação em cadeia da polimerase) é o mais utilizado. Ele é realizado com amostras coletadas das lesões da pele, como o líquido das bolhas ou com as crostas secas.
 

  • coleta de amostras das lesões de pele: líquido das bolhas ou crostas secas
  • análise laboratorial pelo teste PCR: detecção do material genético do vírus
     

Existem semelhanças entre a Mpox, a varíola, a catapora e a herpes, o que pode tornar difícil diferenciá-las. Por isso, é importante contar com o diagnóstico de um(a) profissional da saúde que poderá identificar corretamente a doença e indicar o tratamento adequado.

Em casos suspeitos, é essencial evitar contato próximo com outras pessoas até que os sintomas desapareçam. Recomenda-se o isolamento imediato e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas e roupas de cama.
 

Tratamento

Na maior parte dos casos, a infecção por Mpox não requer internação, e o tratamento é focado em aliviar os sintomas e prevenir complicações. Entre as principais medidas para o tratamento encontram-se:

  • uso de analgésicos para dor: ajudam a reduzir dores musculares, cefaleia e desconforto nas lesões de pele, que melhora o bem-estar do paciente
  • hidratação adequada: recomenda-se consumir, em média, 2 litros de água por dia para manter o corpo hidratado, favorecer o funcionamento dos órgãos e auxiliar na recuperação
  • cuidados com as feridas: essenciais para evitar infecções secundárias. A aplicação de pomadas antissépticas ou antibióticas deve ser feita apenas com orientação do(a) profissional da saúde, caso haja sinais de infecção bacteriana, como vermelhidão intensa, pus ou aumento da dor 


Até o momento, não existem medicamentos aprovados especificamente para o tratamento do Mpox. É importante lembrar que qualquer medicação deve ser usada com orientação do(a) profissional da saúde. 
 

Prevenção

A principal forma de prevenir Mpox é evitar contato direto com pessoas infectadas ou com objetos contaminados. Entre as principais medidas preventivas destacam-se:
 

  • isolamento de pessoas infectadas: manter o afastamento até a completa recuperação, ou seja, até que todas as lesões estejam cicatrizadas e a pele totalmente regenerada
  • uso de máscaras, luvas e proteção ocular ao cuidar de pessoas doentes ou ao manipular materiais potencialmente contaminados
  • higienização frequente das mãos com água e sabão (esfregar palmas, dorso, entre os dedos, unhas e pulsos por aproximadamente 40 a 60 segundos) ou utilizar álcool em gel, principalmente após contato com pessoas ou superfícies suspeitas
  • desinfecção de superfícies e roupas: limpar e desinfetar objetos, roupas de cama, toalhas e outras superfícies que possam ter entrado em contato com secreções ou lesões de pessoas infectadas
     

Referências

Ministério da Saúde
Fio Cruz
MDS Manuals
Organização pan-americana da saúde