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Doações

Tumores neuroendócrinos

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - C7A.8 / D3A.8

O que são tumores neuroendócrinos?


Tumores neuroendócrinos são massas formadas pelo crescimento anormal de células do sistema responsável por receber e processar informações do ambiente (nervoso) e do sistema que regula a produção de hormônios (endócrino). Essas células, conhecidas como neuroendócrinas, estão distribuídas por todo o corpo, com maior concentração nos pulmões, pâncreas, estômago e intestino. Por isso, esses tumores ocorrem com mais frequência nesses órgãos. Eles podem ser cancerígenos (malignos) ou não cancerígenos (benignos).
 

Sintomas

Na maioria dos casos, os tumores neuroendócrinos apresentam crescimento lento, o que pode resultar em poucos sintomas. Esses sinais variam conforme a localização do tumor no corpo. De modo geral, os sintomas podem incluir:

  • dor na barriga (abdominal): surge quando tumor está localizado em órgãos da região da barriga (abdome), como o estômago e o pâncreas. Pode ser acompanhada de diarreia, náuseas e vômitos
  • sangramentos: pelo canal que processa os alimentos e absorve os nutrientes no corpo (tubo digestivo) ou pelos órgãos e estruturas por onde o ar passa (trato respiratório), a depender da localização do tumor
  • perda de peso: geralmente observado em casos mais avançados. O(a) paciente perde peso sem que haja mudanças nos seus hábitos alimentares ou estilo de vida
  • produção e secreção de hormônios: alguns tumores neuroendócrinos podem produzir hormônios em excesso, liberá-los no sangue e causar sintomas específicos, relacionados com o tipo de hormônio produzido. Alguns casos incluem alterações no funcionamento do coração, diarreia e vermelhidão no rosto


Esses sintomas podem estar relacionados a outras condições, por isso, é fundamental buscar orientação médica para receber o diagnóstico correto e o tratamento adequado.
 

Causas

Os tumores neuroendócrinos surgem quando o DNA das células neuroendócrinas, que contém instruções para seu funcionamento, sofre alterações. Isso faz com que elas se multipliquem de forma descontrolada e formem massas (tumores), que podem afetar os órgãos onde estão localizadas. No entanto, não há uma causa exata para o que desencadeia esse crescimento anormal.

Em alguns casos, a formação dos tumores neuroendócrinos pode estar relacionada a síndromes genéticas, como a neurofibromatose, a neoplasia endócrina múltipla e a doença de Von Hippel-Lindau. Além disso, o tabagismo é um fator de risco para tumores neuroendócrinos que se formam nos pulmões.


Diagnóstico

O diagnóstico dos tumores neuroendócrinos envolve exame clínico, exames de imagem, exames de sangue e biópsia:

  • exame clínico: avaliação do histórico médico, dos sintomas e de sinais físicos visíveis, como vermelhidão no rosto e perda de peso
  • exames de imagem: como ressonância magnética, tomografia computadorizada e raio-x, para visualizar o tumor
  • exames de sangue: ajudam a identificar a localização do tumor neuroendócrino e a avaliar se há produção excessiva de hormônios
  • biópsia: a confirmação do diagnóstico é feita por meio da biópsia, que consiste na remoção de uma pequena amostra do tumor a ser analisada em laboratório posteriormente

Tratamento

A escolha do tratamento do tumor neuroendócrino é feita conforme a localização e o estágio da doença. Em geral, os principais métodos de tratamento são:

  • cirurgia: envolve a remoção da maior quantidade possível do tumor. É uma das estratégias de cura em estágios iniciais
  • análogos de somatostatina: são medicamentos que imitam a ação de um hormônio regulador chamado somatostatina, o que impede a produção excessiva de hormônios
  • quimioterapia: são medicamentos que destroem as células cancerígenas e impedem que o tumor se espalhe para outras áreas do corpo (metástase)
  • radioterapia: a radiação é utilizada para eliminar as células cancerígenas e impedir que elas cresçam e se espalhem (metástase)

Prevenção

Não existe um método específico para prevenir tumores neuroendócrinos, mas o diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento eficaz e permite a remoção do tumor antes que ele se espalhe (metástase). Por isso, é importante realizar exames de sangue regulares, que ajudam a acompanhar a saúde do corpo. Ao notar sintomas como dor na barriga (abdominal), náuseas, diarreia, perda de peso ou outras mudanças físicas, deve-se buscar orientação médica.


Pessoas com síndromes genéticas também devem fazer acompanhamento médico regular, para que qualquer alteração seja identificada precocemente.


Além disso, o tabagismo está associado a tumores neuroendócrinos do pulmão, por isso, não fumar é uma medida importante para prevenção e para a manutenção da saúde em geral.
 
 

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