Teranóstica
Abordagem que utiliza substâncias que identificam e atuam diretamente sobre tumores, com menor impacto sobre os tecidos saudáveis
- Procedimentos
A teranóstica é uma abordagem que combina diagnóstico e tratamento em um mesmo processo, por meio do uso de radiofármacos — medicamentos que combinam um material radioativo com moléculas direcionadas a alvos específicos, incluindo células cancerígenas. Esses compostos permitem tratamentos mais
direcionados, com menor impacto sobre os tecidos saudáveis.
O radiofármaco localiza o tumor nos exames de imagem e, quando indicado para terapia, libera radiação somente nas células doentes, atingindo o alvo com precisão.
Com isso, médicos(as) conseguem identificar o tumor e tratar a doença de forma mais controlada e com menos efeitos colaterais.
Para saber mais sobre teranóstica, você também pode escrever para a equipe:
Antes de indicar a teranóstica, a equipe médica avalia se o tipo de tumor apresenta características que permitem o uso da terapia. Quando indicado, o(a) paciente recebe o radiofármaco por via intravenosa. Essa substância circula no corpo, se liga às células doentes e libera radiação diretamente sobre elas.
Durante o tratamento, o(a) paciente realiza exames de imagem para verificar se o radiofármaco se concentra nas áreas esperadas e como o tumor responde ao tratamento.
Geralmente, o procedimento ocorre em ambiente hospitalar, em ambiente preparado para esse atendimento.
No Einstein, a teranóstica integra as atividades em medicina de precisão, com foco no diagnóstico e no tratamento do câncer. A organização está entre as pioneiras no país na adoção dessa abordagem. Mantém estrutura dedicada ao desenvolvimento, produção e aplicação clínica de radiofármacos, e oferece cuidado direcionado a diferentes tipos de tumores.
A atuação do Einstein em teranóstica une conhecimento científico, produção própria de radiofármacos e atendimento clínico especializado:
A aplicação da teranóstica tem início na década de 1940, com o uso do iodo-131 no câncer de tireoide. Desde então, essa substância é utilizada tanto no diagnóstico, por meio da cintilografia, quanto no tratamento das células da glândula. As células da tireoide absorvem naturalmente o iodo, o que permite que o radiofármaco identifique e trate as áreas doentes com precisão.
O uso do iodo-131 no câncer de tireoide marca o início da aplicação da radioiodoterapia, um dos primeiros exemplos da integração entre diagnóstico e tratamento na medicina nuclear. Esse marco abre caminho para o desenvolvimento de novos radiofármacos voltados a outros tipos de câncer.
Abaixo, os procedimentos teranósticos disponíveis no Brasil — todos realizados com excelência no Einstein:
indicação | exame diagnóstico | terapia |
| exame com iodo-131 para avaliar todo o corpo | tratamento com radioiodoterapia (iodo-131) |
| exame PET/CT ou PET/RM com DOTATATE (gálio-68) | tratamento com DOTATATE (lutécio-177) |
| exame PET/CT ou PET/RM com PSMA (gálio-68) | tratamento com PSMA (lutécio-177) |
| cintilografia óssea | tratamento com rádio-223 |
| exame com MAA (tecnécio-99m) para planejamento | radioembolização com ítrio-90 |
| exame com MIBG (iodo-123 ou iodo-131) | tratamento com MIBG (iodo-131) |
A teranóstica só é indicada após avaliação médica que confirme que o tumor possui as características necessárias para esse tipo de terapia.
A teranóstica utiliza um mesmo medicamento, chamado radiofármaco, para localizar o tumor em exames de imagem e, quando usada no tratamento, liberar radiação diretamente nas células doentes, preservando os tecidos saudáveis. O Einstein é líder na aplicação dessa terapia e conta com estrutura dedicada ao desenvolvimento e à realização dos tratamentos.
São substâncias que contêm material radioativo e servem para diagnóstico e tratamento. Elas se ligam às células doentes e permitem localizar ou tratar essas áreas com controle da dose.
Pode atuar como alternativa ou complemento à quimioterapia, radioterapia ou cirurgia. A indicação depende da avaliação médica.
O radiofármaco libera radiação de forma controlada. A equipe Einstein realiza o procedimento com protocolos definidos, equipe especializada e em ambiente preparado.
Podem ocorrer cansaço, náuseas ou alterações em exames laboratoriais. No Einstein, a equipe avalia e orienta o(a) paciente durante todo o processo.
A indicação considera o tipo de câncer, a fase da doença e as características das células tumorais. Médicos(as) definem a melhor opção de cuidado.
A teranóstica integra a medicina de precisão porque identifica as características específicas de cada tipo de tumor e direciona o tratamento conforme essas particularidades. O radiofármaco atua apenas nas células doentes, o que permite tratar o câncer de forma mais personalizada e com menor impacto sobre os tecidos saudáveis.
Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular – câncer de próstata
Mayo Clinic – Teranóstica
Mayo Clinic – Radiofármacos
Einstein – documentação interna
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Entenda como a teranóstica age e se diferencia dos tratamentos tradicionais do câncer
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Conheça alternativas para o tratamento do câncer, além da quimioterapia e da radioterapia
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