Durante a primeira semana de agosto, é realizada a Semana Mundial do Aleitamento Materno, que coloca luz em temas importantes como a doação de leite materno, o direito à amamentação e sua garantia em ambiente profissional.
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"Até quando esse bebê vai mamar?" e "seu leite não serve mais para nada". Essas foram algumas das frases que a técnica em ressonância magnética Grasiele Maciel, 36 anos, ouviu ao voltar a trabalhar e seguir amamentando a filha Marina, que na época tinha apenas cinco meses.
Como Maciel ficava por volta de 12 horas fora de casa se dividindo em dois trabalhos, enfrentou muita dificuldade — e preconceitos — para fazer a ordenha do leite que era servido para sua filha na sua ausência.
Ela recorda que não tinha colegas de trabalho nem amigas que amamentavam e, por isso, buscou orientação como uma consultora. "Sabia que seria um perrengue, mas eu queria insistir. Decidi procurar ajuda e consegui", conta Maciel, que amamentou a filha até dois anos e cinco meses.
Assim como ela, muitas mulheres enfrentam dificuldades para seguir amamentando após o fim da curta licença-maternidade. Enquanto a indicação é iniciar a introdução alimentar apenas após o sexto mês do bebê, as mães precisam retornar ao trabalho quando seus filhos ainda estão em aleitamento materno exclusivo.
“Antes de mim, ninguém tinha feito isso antes, nem no hospital nem na clínica em que trabalhava, então não tinha local apropriado para tirar o leite e para guardar. Usava um pequeno espaço no frigobar. Depois de mim, algumas mulheres se engajaram a fazer igual, então fui suporte e apoio para muitas mulheres, e isso me motivava”, conta a mãe de Marina.




