A décima semana de gravidez marca um momento especial: o bebê finaliza a formação de seus principais órgãos e entra em uma fase de crescimento e maturação. Para a gestante, alguns sintomas começam a suavizar, trazendo um pouco mais de conforto no dia a dia. É também um período estratégico para exames importantes do pré-natal.
Desenvolvimento do bebê
Com cerca de 3 a 4 centímetros, o feto está cada vez mais ativo. Todos os órgãos vitais já estão formados e, a partir de agora, passam por um processo de maturação. Nessa fase, começam a surgir unhas e estruturas dentárias internas.
Os movimentos tornam-se mais coordenados, embora ainda não perceptíveis pela mãe. A genitália externa inicia sua diferenciação, mas na ultrassonografia geralmente ainda não é possível identificar o sexo.
Mudanças no corpo da mãe
Nesta semana, muitas mulheres começam a perceber mudanças mais evidentes no próprio corpo. Pode surgir um início de ganho de peso, ainda discreto e esperado. Para algumas gestantes, os enjoos começam a diminuir, o que costuma trazer maior sensação de bem-estar e melhora na disposição.
Ao mesmo tempo, o aumento da circulação sanguínea característico dessa fase pode favorecer episódios de sangramento gengival leve e uma sensação de calor mais frequente.
Exames e orientações importantes
A partir da 10ª semana, o pré-natal entra em uma fase essencial para rastrear possíveis alterações e planejar os exames seguintes:
- NIPT (teste pré-natal não invasivo): pode ser realizado entre 10 e 12 semanas. Ele analisa fragmentos de DNA fetal no sangue materno, avaliando risco de alterações cromossômicas.
- Planejamento do ultrassom morfológico do primeiro trimestre, ideal entre as semanas 12 e 13.
Capaz de revelar malformações precocemente, o ultrassom morfológico pode fazer a diferença na escolha do tratamento para diversos casos. Ele pode ser realizado no primeiro trimestre e, também, no segundo trimestre. Em alguns casos, ainda pode ser solicitado no terceiro.
Como o nome já diz, o ultrassom morfológico serve para avaliar a morfologia do feto, ou seja, a formação de seus órgãos e sistemas. Com isso, é possível detectar malformações, estabelecer prognóstico e, em alguns casos, determinar um tratamento corretivo ou acompanhamento seriado.
Cuidados recomendados
Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes, grãos integrais e fibras, contribui para o bom funcionamento da digestão e para a saúde materno-fetal. Também é importante utilizar escova de dentes macia e manter uma higiene oral adequada, o que ajuda a minimizar episódios de sangramento gengival.
Além disso, manter-se bem hidratada e respeitar os momentos de descanso favorece o equilíbrio do organismo nessa fase. Sempre que possível, evite ambientes muito quentes, o que pode ajudar a reduzir a sensação de calor mais intensa durante a gestação.
Revisão técnica: Rômulo Negrini (CRM 113055/RQE 54854), ginecologista e obstetra, coordenador médico Materno-infantil do Einstein Hospital Israelita.




