Um dos trabalhos apresentados no simpósio, feito no Instituto de Tecnologia de Illinois, analisou 34 homens e mulheres com média de 53 anos que tinham hipercolesterolemia moderada (condição caracterizada por altas taxas de colesterol no sangue).
Durante o estudo, esse grupo foi acompanhado por quatro semanas e tiveram suas taxas metabólicas medidas no período. Os resultados apontaram que a função vascular (dilatação dos vasos) dos voluntários melhorou de forma rápida – cerca de uma hora – após o consumo de morangos.
Em um outro estudo, os cientistas realizaram uma pesquisa randomizada e controlada com 33 adultos obesos. Durante o ensaio, eles consumiram diariamente duas xícaras e meia de morangos e, segundo os autores, esse hábito diminuiu significativamente a resistência à insulina e aumentou o tamanho das partículas de "colesterol bom" (lipoproteína de alta densidade), em comparação com o grupo que não ingeriu a fruta.
Partindo disso, os pesquisadores defendem que o morango seja consumido para prevenção do diabetes e de doenças cardiovasculares.
Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), destaca que vários estudos científicos que avaliaram especificamente o efeito do morango na saúde mostram que ele tem diferentes benefícios, além de ser uma rica fonte de fitoquímicos (ácido elágico, antocianinas, quercetina e catequina) e vitaminas (ácido ascórbico e ácido fólico).
“O morango tem sido classificado como uma fonte alimentar de polifenóis e, portanto, com capacidade antioxidante. Quando falamos sob o aspecto da doença cardiovascular, o morango promove um aumento da vasodilatação e redução da pressão arterial”, afirmou Ribas Filho.
O médico também afirma que os mecanismos pelos quais os morangos exercem essas capacidades são diversos e ainda não totalmente conhecidos:
"Certamente, o efeito antioxidante é um mecanismo possível e relevante, uma vez que a suplementação com morango diminui significativamente o estresse oxidativo, protegendo o LDL da oxidação e protegendo as células sanguíneas contra danos aumentados no DNA. Isso consequentemente reduz o risco de doenças cardiovasculares", afirma o especialista.