Na prática, o beta hCG é o teste mais sensível e confiável para confirmar uma gestação. Ele pode detectar a gravidez antes mesmo do atraso menstrual, o que não acontece com os testes de farmácia, que identificam o hCG apenas na urina e, por isso, demandam alguns dias a mais para que o resultado positivo apareça.
Papel de guardião
Nas primeiras semanas, os valores do beta hCG tendem a dobrar a cada 48 a 72 horas. Quando os valores crescentes são detectados, indicam que a gravidez está evoluindo normalmente. Já quando esse padrão não acontece, pode indicar situações como gravidez ectópica (fora do útero) ou risco de abortamento, que exigem investigação médica.
Valores muito acima do esperado podem indicar gestação de gêmeos, erros no cálculo da fecundação ou, em casos mais raros, complicações como a gravidez molar (condição que impede o desenvolvimento do embrião).
O hCG também tem outro papel como “guardião” da gravidez nessa fase inicial: ele mantém ativo o corpo lúteo, que por sua vez produz a progesterona, um hormônio fundamental para preparar o útero e sustentar o embrião. Quem produz inicialmente esse hormônio é uma parte do embrião chamada sinciciotrofoblasto, tecido que, mais tarde, dará origem à placenta.
Depois de 10 a 12 semanas, quando a placenta já está formada, ela assume a produção hormonal e os níveis de hCG começam a cair gradualmente. Nessa fase, o exame deixa de ter importância clínica.
Embora as causa dos enjoos na gravidez ainda não sejam totalmente explicadas, acredita-se que esse sintoma tenha relação com a produção de hCG.