Pular para o conteúdo principal
Doações
logo blog vida saudável

Quais remédios as gestantes não devem tomar?

Atualizado em 29/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

Compartilhar em:

A saúde da gestante e do bebê é essencial. Descubra quais medicamentos devem ser evitados para garantir uma gravidez tranquila e segura.

Durante a gravidez, até uma simples dor de cabeça pode gerar dúvidas sobre qual remédio é realmente seguro. A preocupação faz sentido, já que muitas substâncias atravessam a placenta e chegam ao bebê, podendo afetar seu desenvolvimento.

Por isso, médicos e autoridades de saúde reforçam: gestantes não devem se automedicar. Antes de iniciar qualquer tratamento, é fundamental buscar orientação profissional – mesmo nos casos de remédios de venda livre, que não exigem receita e, teoricamente, apresentam menores riscos de efeitos colaterais.

Vale lembrar ainda que medicamentos fitoterápicos, obtidos de plantas, não passam por testes rigorosos em gestantes e, portanto, também não devem ser usados sem indicação segura e clara. O mesmo vale para vitaminas e suplementos, que devem ser utilizados apenas sob prescrição médica, já que em doses excessivas podem trazer riscos à saúde da gestante e do bebê.

Exemplos de remédios proibidos

No Brasil, não existe uma lista única de medicamentos proibidos. As informações estão descritas nas bulas, nos protocolos clínicos do Ministério da Saúde e no Bulário Eletrônico da Anvisa, disponível online e gratuitamente.

Entre os mais conhecidos (porém não únicos) medicamentos contraindicados estão:

  • Isotretinoína – usada no tratamento de acne grave, altamente teratogênica, pode causar malformações severas;
  • Talidomida – restrita a alguns tratamentos específicos, historicamente associada as malformações congênitas;
  • Varfarina – anticoagulante que aumenta o risco de hemorragias e alterações no desenvolvimento fetal;
  • Tetraciclinas – antibióticos que podem comprometer a formação de ossos e dentes do bebê;
  • Aminoglicosídeos – antibióticos associados a danos auditivos no feto;
  • Anti-inflamatórios não esteroides (como ibuprofeno e diclofenaco) – sobretudo no terceiro trimestre, podem afetar rins e coração do bebê;
  • Inibidores da ECA e antagonistas do receptor de angiotensina II – usados para hipertensão, podem comprometer o desenvolvimento renal do feto;
  • Metotrexato – indicado em alguns tipos de câncer e doenças autoimunes;
  • Ácido valpróico – anticonvulsivante associado a defeitos no tubo neural.

E quais medicamentos são considerados seguros?

Nem todas as medicações são proibidas. O paracetamol costuma ser a primeira escolha para febre ou dor leve, quando necessário. Antibióticos como penicilinas e cefalosporinas são, em geral, mais seguros. No entanto, até esses devem ser usados com cautela, em doses adequadas e sempre sob prescrição médica, com acompanhamento rigoroso.

João Roberto Resende FernandesEspecialista em Clínica Médica, médico do pronto-atendimento e do corpo clínico do Einstein Hospital IsraelitaCRM-SP 203006/RQE 91325
João Roberto Resende FernandesEspecialista em Clínica Médica, médico do pronto-atendimento e do corpo clínico do Einstein Hospital IsraelitaCRM-SP 203006/RQE 91325

Compartilhar em:

Você também pode se interessar por

Uma pessoa sentada no vaso sanitário com dificuldade em evacuar devido a existência de hemorroidas

Hemorroida tem alguma relação com câncer? 6 perguntas para entender

Atualizado em 06/07/2026

Apesar de não estar diretamente relacionada ao câncer, a condição pode apresentar sintomas semelhantes aos da doença; saiba quando procurar atendimento médico

Uma pessoa pressiona o lado direito da barriga, indicando desconforto no local.

Dor do lado direito da barriga pode indicar câncer? Entenda

Atualizado em 01/07/2026

Diversas condições podem se manifestar a partir de um incômodo nessa região; quando ele é persistente e vem com outros sintomas, merece investigação médica

Uma pessoa recolhe uma grande quantidade de fios de cabelo com a mão.

Queda de cabelo pode ser sintoma de câncer? Entenda

Atualizado em 25/06/2026

A perda de fios isoladamente não é indício de um tumor maligno; oncologista explica por que é comum que o cabelo caia durante o tratamento da doença