Não é bem assim. Beijos e carinhos dos pais e cuidadores são essenciais para o desenvolvimento emocional e o fortalecimento dos laços afetivos com a criança. O contato físico ajuda o bebê a se sentir amado, protegido e seguro – sentimentos fundamentais para sua saúde mental e futura capacidade de se relacionar.
Mas é preciso estar atento. Quando os pais ou cuidadores estiverem doentes, mesmo que seja apenas um resfriado leve, o ideal é redobrar os cuidados: usar máscara, lavar as mãos com frequência e evitar o contato próximo.
Outro ponto importante diz respeito a familiares e amigos que vão visitar o pequeno. Para esses casos, recomenda-se fazer uma reflexão: beijar, pegar no colo ou abraçar é um gesto que beneficia a quem? Se a resposta for apenas ao visitante, então ele não deve acontecer.
Pais, cuidadores e amigos também devem estar atentos ao fato de que, embora os recém-nascidos recebam vacinas desde os primeiros dias de vida, essas imunizações só começam a fazer efeito após algumas semanas. A proteção completa se fortalece após os dois primeiros ciclos de vacinação, geralmente concluídos por volta do quarto mês de vida. É nesse ponto que o sistema imunológico do bebê se torna mais competente.
Embora seja natural querer mimar e oferecer carinho a uma criança, é preciso agir com responsabilidade para garantir que essa demonstração de amor não comprometa a saúde dela.
Fonte consultada: Débora Ariela Kalman, pediatra do Einstein Hospital Israelita
Texto originalmente publicado na Agência Einstein