Soluços episódicos, por serem habituais e por cessarem espontaneamente, não necessitam de avaliação. No caso de soluços persistentes por mais de 48 horas, há necessidade de investigação de alguma causa que se apoia em doenças clínicas.
A investigação se inicia por uma anamnese minuciosa (entrevista detalhada com o profissional de saúde) e por exames complementares, como os de sangue, ressonância magnética, broncoscopia, endoscopia, teste de função pulmonar, entre outros.
"Não há estudos completos e minuciosos a respeito do tratamento do soluço, apenas estudos observacionais. Caso seja encontrada alguma doença relacionada, o tratamento, então, deve ser direcionado àquela doença", afirma o Dr. Sidney.
Algumas manobras físicas podem ser realizadas a fim de parar os incômodos "hics".
- prender a respiração ou soprar contra um obstáculo
- estimular a nasofaringe ou a garganta por meio de ingestão de água gelada, gargarejo ou ingestão de açúcar puro
- fazer pressão sobre os olhos para estimular o nervo vago
- manipular o diafragma – fazer flexão das coxas sobre o tórax ou apoiar o tórax contra uma superfície.
Contudo, se tudo isso não der certo e for diagnosticado um caso de soluço persistente ou intratável, algumas drogas podem ser utilizadas.
"Terapias alternativas mostraram algum resultado em casos selecionados, como hipnose e acupuntura. A cirurgia para o bloqueio do nervo frênico e para a implantação de um marca-passo respiratório pode ser utilizada em casos refratários e com resultados ainda em estudo", finaliza o médico-cirurgião.
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