Doença arterial coronariana (DAC)
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - I25
- Doença
CID 10 - I25
A doença arterial coronariana (DAC) é o resultado da obstrução das artérias coronárias - os vasos sanguíneos que irrigam o músculo do coração. O conjunto de artérias coronárias constitui a circulação coronária.
Na maioria dos casos, isso ocorre devido à formação de placas de gordura no interior dessas artérias. Esse processo é denominado aterosclerose.
Denomina-se isquemia miocárdica a má irrigação do músculo cardíaco decorrente da obstrução da circulação coronária. A isquemia miocárdica que ocorre durante um episódio de angina é temporária: um estado em que a irrigação do músculo cardíaco não é suficiente para suprir suas necessidades de acordo com a intensidade de trabalho que realiza.
A isquemia cessa com a suspensão da atividade física que desencadeou a angina e com retorno a um patamar de atividade cardíaca mais baixo, ou com o uso de nitroglicerina sublingual, que dilata as artérias coronárias e diminui o trabalho cardíaco.

O sintoma mais conhecido da doença arterial coronariana é a dor ou o desconforto no peito. Essa dor pode ser percebida como:
A dor também pode variar em:
A dor no peito, secundária à isquemia miocárdica, tipicamente se manifesta com as seguintes características (ressaltando que, em cada indivíduo, a angina se manifesta sem necessariamente apresentar as características típicas em sua totalidade):
A dor no peito de origem cardíaca costuma estar relacionada a situações como esforço físico (mais comum) ou emoção. Ainda assim, a ausência desses fatores não descarta origem cardíaca.
A intensidade da dor costuma variar de leve a moderada. Quando é muito intensa ou persiste por mais de 10 a 15 minutos, pode indicar um quadro mais complicado, como infarto miocárdio, ou outra causa não cardiovascular.
Em geral, a dor dura pouco minutos, normalmente de cinco a dez minutos e raramente mais de 30 minutos. Costuma melhorar com repouso, quando desencadeada por esforço físico, ou com uso de vasodilatador sublingual.
Quando a dor piora com a movimentação do tórax ou dos braços, com a respiração ou com a alimentação, a origem cardíaca se torna menos provável, embora não seja descartada. Nesses casos, pode haver relação com causas osteomusculares, pulmonares ou digestivas.
A angina pode ser acompanhada de:
A ausência desses sintomas não exclui a possibilidade de origem cardíaca.
Alguns fatores são reconhecidos como sendo de risco para o desenvolvimento do processo aterosclerótico e, consequentemente, da doença coronariana. Entre eles:
O tratamento da doença arterial coronária envolve três possíveis abordagens. Dependendo de cada caso, o(a) profissional da saúde definirá a melhor conduta a ser seguida.
A aspirina, geralmente utilizada em doses baixas, reduz a formação de coágulos que podem obstruir as artérias. Já a nitroglicerina e os bloqueadores de cálcio são vasodilatadores coronarianos, ao passo que os da classe denominada “betabloqueadores” diminuem o trabalho cardíaco.
Outros procedimentos:
As principais formas de prevenção são:
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