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Alprazolam: conheça indicações e efeitos colaterais do medicamento

Atualizado em 23/07/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Cartelas de medicamento sobre uma mesa.

O alprazolam é um medicamento psicotrópico da classe dos benzodiazepínicos que age diminuindo certas excitações no cérebro. Ele costuma ser indicado para tratar diferentes casos de transtorno de ansiedade – inclusive aqueles associados a outras condições, como abstinência de álcool e outras drogas.

Como usar o alprazolam 

Uma vez que age sobre o sistema nervoso, o alprazolam pode levar o paciente a manifestar uma série de efeitos colaterais comportamentais, cognitivos e de humor. Quando utilizado fora das instruções profissionais, ele ainda pode gerar dependência química e overdose.

Por conta disso, ele é classificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como um remédio controlado de tarja preta. Na prática, significa que, para ser adquirido nas farmácias, a pessoa deve entregar uma receita azul B1. Esse tipo especial de prescrição médica permite que as autoridades de saúde mantenham um maior controle de sua circulação no país. 

O alprazolam está disponível nos formatos de comprimido de liberação imediata, comprimido de liberação prolongada e comprimido de dissolução oral (que se dissolve rapidamente na boca). A escolha deve ser acordada com o médico que o receitou, a partir das particularidades e preferências de cada paciente.

Recomenda-se seguir à risca as indicações, bem como aquelas presentes na bula. Automedicar-se pode aumentar o risco de efeitos colaterais e prejudicar o tratamento. Em caso de qualquer dúvida, não hesite em procurar novo aconselhamento médico.

Efeitos colaterais

No geral, os efeitos colaterais do alprazolam incluem:

  • Sonolência;
  • Tontura;
  • Dor de cabeça;
  • Cansaço;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade de concentração;
  • Boca seca;
  • Aumento da salivação;
  • Mudanças na libido;
  • Náusea;
  • Constipação;
  • Mudanças no apetite;
  • Alteração de peso;
  • Dificuldade para urinar;
  • Dor nas articulações.

Mais raramente, é possível que o indivíduo em tratamento com esse remédio passe a apresentar sintomas como:

  • Falta de ar;
  • Convulsão;
  • Erupção cutânea grave;
  • Amarelecimento da pele ou dos olhos;
  • Confusão mental;
  • Problemas com a fala;
  • Dificuldades de coordenação motora;
  • Alucinação;
  • Ideação suicida ou de automutilação;
  • Desequilíbrio.

Nesses casos, deve-se buscar ajuda médica imediata. Se necessário, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo número 192.

Vale lembrar ainda que, após a interrupção do tratamento, principalmente se isso acontecer de maneira repentina e sem o devido desmame supervisionado, sinais de abstinência podem surgir e durar até mais de 12 meses.  Isso pode aparecer nas formas de:

  • Ansiedade persistente;
  • Depressão;
  • Problemas de memória ou raciocínio,
  • Dificuldade para dormir;
  • Zumbido;
  • Sensação de formigamento na pele.

Contraindicações

O alprazolam é contraindicado a pessoas com histórico de reação alérgica a qualquer ingrediente de sua formulação, bem como a outros benzodiazepínicos (tais quais lorazepam, diazepam e midazolam).

Devido ao risco de interação química, o medicamento também deve ser evitado por quem já está em tratamento com antifúngicos, como itraconazol e cetoconazol.

Antes de iniciar os cuidados, avise seu médico caso já tenha sido diagnosticado com problemas respiratórios, dependência química, depressão, problemas de humor, pensamentos suicidas ou doenças renais e hepáticas. 

Por fim, ele tampouco deve ser utilizado por gestantes e lactantes. A substância pode ser passada para o bebê, fazendo com que ele apresente sintomas de abstinência e risco aumentado de morte.


Revisão técnica: João Roberto Resende Fernandes (CRM-SP 203006/RQE 91325), médico do Pronto Atendimento e Corpo Clínico, especialista em Clínica Médica do Hospital Israelita Albert Einstein. 

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