Pular para o conteúdo principal
Doações
logo blog vida saudável

Tobramicina: as indicações e as possíveis reações ao antibiótico

Atualizado em 24/06/2026
Tempo de leitura: 2 minutos

Compartilhar em:

Uma pessoa com um frasco de antibiótico - colírio nas mãos

A tobramicina é um antibiótico da classe dos aminoglicosídeos utilizado no combate a infecções bacterianas, especialmente aquelas consideradas graves ou de difícil tratamento. Sua ação ocorre diretamente sobre as bactérias, inibindo a produção de proteínas essenciais a sua sobrevivência.

Na forma injetável, o medicamento é geralmente utilizado em associação com outros antibióticos para tratar infecções graves do trato urinário, infecções intra-abdominais, infecções de pele e tecidos moles, infecções ósseas e articulares, e infecções por bactérias resistentes quando outras opções são limitadas.

Por via inalatória, é especialmente útil em pacientes com fibrose cística para controlar infecções pulmonares crônicas por Pseudomonas aeruginosa. Em formulações oftálmicas, pode ser usada no tratamento de infecções oculares bacterianas.

Como utilizar a tobramicina

O remédio é classificado com tarja vermelha pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que demanda a retenção de uma via do pedido médico. A posologia da tobramicina varia conforme a forma farmacêutica e a condição clínica do paciente. O fármaco está disponível nas formulações injetável, inalatória e oftálmica (pomada ou colírio).

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais associados à tobramicina dependem da forma de uso e incluem:

  • Manifestações gastrointestinais (como náuseas, vômitos e diarreia);
  • Dor no local da injeção;
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Tosse;
  • Irritação na garganta;
  • Alterações na voz;
  • Irritação ocular;
  • Lacrimejamento;
  • Visão turva temporária.

Mais raramente, o usuário pode apresentar efeitos adversos graves, como:

  • Reações alérgicas (inchaço facial, urticária e dificuldade para respirar);
  • Ototoxicidade (toxicidade ao ouvido), caracterizada por perda auditiva, zumbido e problemas de equilíbrio;
  • Nefrotoxicidade (toxicidade renal), com alterações na função dos rins;
  • Agravamento de doenças neuromusculares.

Devido ao risco de toxicidade renal e auditiva, especialmente com uso prolongado ou em doses elevadas, pode ser necessário monitoramento dos níveis sanguíneos do medicamento e da função renal durante o tratamento.

Em caso de reação grave, o mais indicado é buscar ajuda médica imediatamente. Se necessário, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pode ser acionado pelo número 192.

Contraindicações

A tobramicina não deve ser utilizada por pacientes com histórico de hipersensibilidade a aminoglicosídeos. Seu uso requer cautela em pessoas com doenças renais ou insuficiência renal; distúrbios neuromusculares, como miastenia grave; ou antecedentes de problemas auditivos ou vestibulares (equilíbrio), e idosos que apresentam maior risco de toxicidade.

O medicamento também demanda avaliação criteriosa em gestantes e lactantes, devido aos potenciais riscos ao bebê, incluindo possível toxicidade auditiva fetal.

Revisão técnica: Alexandre R. Marra, médico pesquisador do Einstein Hospital Israelita e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde do Ensino Einstein (CRM 87712)

Compartilhar em:

Você também pode se interessar por

Ilustração do mecanismo de ação do medicamento nas células tumorais mamárias

Trastuzumabe: como funciona o medicamento para tratar câncer de mama?

Atualizado em 06/08/2026

Saiba como age o anticorpo monoclonal e quais são os possíveis efeitos colaterais e as contraindicações

Uma pessoa tomando a medicação anticonvulsivante por orientação médica

Ácido valproico: quais cuidados tomar ao utilizar esse anticonvulsivante?

Atualizado em 29/07/2026

Medicamento contribui para controlar crises convulsivas, estabilizar o humor em casos de transtorno bipolar e prevenir crises de enxaqueca

Um paciente oncológico em ambiente hospitalar recebendo a medicação para a seção de quimioterapia

Ciclofosfamida: conheça os efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia

Atualizado em 23/07/2026

O medicamento integra protocolos contra diversos tipos de câncer e também pode fazer parte do tratamento de doenças autoimunes de evolução grave