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Amitriptilina: saiba para que serve e como age esse antidepressivo

Atualizado em 29/08/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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A imagem mostra a silhueta de uma pessoa em frente a uma janela, com um fundo urbano desfocado. A iluminação é suave e sombria, sugerindo um clima de introspecção ou melancolia.

A amitriptilina é um tipo de antidepressivo tricíclico (ADT), que atua sobre o sistema nervoso central de forma a aumentar a concentração de certos neurotransmissores naturais no cérebro, como é o caso da serotonina e da norepinefrina. Isso ajuda a manter o equilíbrio mental em pessoas com depressão, à medida que regula o humor e diminui os sintomas associados a esse distúrbio.

Em alguns casos, o medicamento também pode ser recomendado para tratar quadros de insônia, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), bipolaridade, ansiedade e dor nos nervos.

Como tomar a amitriptilina 

Uma vez que age no sistema nervoso central, a amitriptilina só pode ser comercializada mediante a entrega de uma via do pedido médico assinado. Esse controle especial foi instituído pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para manter um maior controle sobre a circulação do produto.

Vale destacar que a automedicação nunca é recomendada. Se utilizada em excesso ou fora das indicações, a substância pode aumentar o risco de complicações prejudiciais à saúde, incluindo overdose e morte. 

A dose e o formato (disponível como comprimido ou suspensão oral) devem ser definidos pelo médico, considerando as particularidades do caso, bem como as características de cada paciente. 

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns da amitriptilina incluem:

  • Náusea;
  • Vômito;
  • Sonolência;
  • Fraqueza ou cansaço;
  • Pesadelo;
  • Dor de cabeça;
  • Boca seca;
  • Constipação;
  • Dificuldade para urinar;
  • Visão turva;
  • Dor, queimação ou formigamento nas mãos ou pés;
  • Mudança na libido;
  • Suor excessivo;
  • Alteração no apetite (que pode levar ao aumento ou diminuição do peso);
  • Confusão mental;
  • Instabilidade emocional.

Mais raramente, existe a possibilidade do indivíduo manifestar sintomas como:

  • Pensamentos ou comportamentos incomuns;
  • Sensação de tontura e desmaio;
  • Dor ou pressão no peito, que se espalha para o maxilar ou ombro;
  • Batimento cardíaco acelerado;
  • Alucinação;
  • Convulsão;
  • Micção dolorosa;
  • Aparecimento de hematomas;
  • Sangramento incomum;
  • Febre;
  • Calafrios;
  • Dor de garganta;
  • Surgimento de feridas na boca.

Nesses casos, o mais indicado é procurar um pronto-socorro. Se necessário, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo número 192.

É importante lembrar, porém, que o tratamento com a amitriptilina não deve ser interrompido abruptamente e sem a supervisão de um médico. Isso porque é possível desenvolver sintomas de abstinência.

Contraindicações

A amitriptilina é contraindicada a pessoas alérgicas a qualquer um dos componentes de sua formulação, bem como para quem já sofreu um ataque cardíaco. Ela também deve ser evitada por quem está em tratamento com outros antidepressivos, como citalopram, escitalopram, fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina e sertralina, que podem interagir quimicamente e diminuir a eficácia do produto.

Para ter certeza de que a amitriptilina é segura para você, informe ao médico se apresentar histórico de:

  • Transtorno bipolar;
  • Esquizofrenia ;
  • Psicose;
  • Doença hepática;
  • Problema cardíaco;
  • Diabetes;
  • Glaucoma;
  • Dificuldade de micção.

Revisão técnica: Alexandre R. Marra (CRM 87712), pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE)

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