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Benefícios da manga: conheça os tipos e como a fruta pode melhorar a saúde

Atualizado em 08/08/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Sobre uma mesa, uma manga cortada e já sem o caroço.

Envolvida em lendas, como a de que não pode ser misturada ao leite ou a de esbanjar açúcar, a manga tem sido banida de muitos cardápios injustamente. Mas aos olhos da ciência, não há motivos para rejeitá-la, muito pelo contrário. 

Além da abundância de fibras, que colecionam evidências sobre o papel no controle da glicemia e na redução dos picos de insulina, a manga ainda tem compostos antioxidantes, caso dos carotenoides, que favorecem esse equilíbrio. 

Também oferece as vitaminas A e C e minerais como o potássio. Esse combo contribui ainda para o funcionamento intestinal e a saúde cardiovascular. Mas esses benefícios só ocorrem, é claro, em um contexto alimentar saudável.

Coma sem medo

Originária da Índia, segundo relatos históricos, a mangueira ou Mangifera indica L. foi domesticada em 2000 a.C. e trazida ao Brasil pelos portugueses no século 16. Inclusive, atribui-se a esse tempo a lenda de que não se pode misturá-la com leite. Conta-se que essa história surgiu para evitar o consumo da bebida pelos povos escravizados, porque o leite estava na categoria dos ingredientes nobres.

Do ponto de vista científico, não existe nenhuma evidência mostrando que a combinação cause danos à saúde. Aliás, a junção é interessante, já que o lácteo oferece proteína e cálcio. 

Misturá-la com iogurte é outra boa pedida, assim como castanhas. Com essas opções, ricas em proteínas e gorduras benéficas, a tendência é prolongar a saciedade, freando o apetite. 

O fruto aparece ainda em receitas, sendo uma das mais tradicionais o chutney – molho indiano agridoce que incrementa carnes. Também é usado em sorvetes, cremes e vitaminas.

Manga no cardápio

Estima-se que existam mais de 1.600 variedades da fruta, confira a seguir algumas das mais consumidas no país:

Espada

Trata-se de um dos tipos mais cheios de fiapos. Sua casca, espessa, traz tons esverdeados, enquanto a polpa é de um amarelo intenso. Pesa cerca de 300 gramas.

Haden

Sua polpa, alaranjada e firme, costuma apresentar sabor suave. É menos fibrosa se comparada às demais. O peso varia entre 400 e 700 gramas.

Kent

Quase livre de fiapos, sua polpa é cremosa e apresenta equilíbrio entre açúcares e acidez. Pode chegar a pesar 1 quilo.

Palmer

De casca roxa, ela vai avermelhando conforme amadurece. Pode atingir 700 gramas. Também contém pouca fibra.  

Rosa

Uma das mais populares no Brasil, especialmente na região Nordeste, é muito saborosa, pesa em torno de 350 gramas.  

Tommy-Atkins

Não é das mais doces, sobretudo se for colhida fora da época. A polpa é bem suculenta, alaranjada e consistente.


Fonte consultada: Giuliana Modenezi, nutricionista do Espaço Einstein Esporte e Reabilitação, do Einstein Hospital Israelita. Este texto foi originalmente publicado na Agência Einstein

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