O alimento vem de uma espécie considerada símbolo do Cerrado, o baruzeiro, que atinge cerca de 20 metros de altura. Contém sais minerais, como o zinco e o ferro, aliados contra a anemia, e potássio, que favorece o controle da pressão arterial e ajuda a combater as incômodas cãibras. Oferece ainda proteína, aquela que é indispensável aos músculos.
Outro destaque é a concentração de gorduras do tipo monoinsaturada – a mesma do azeite –, festejadas pelos efeitos cardioprotetores, incluindo o equilíbrio dos níveis de colesterol no sangue.
Além disso, a casquinha marrom que envolve a castanha é rica em compostos fenólicos, substâncias que têm potente ação antioxidante e ajudam a neutralizar os radicais livres, moléculas por trás de danos às artérias, entre outros distúrbios.
A polpa pode ser transformada em farinha e enriquecer pães, biscoitos, entre outras preparações. De sabor suave, quase neutro, mas que se parece um pouco com o do amendoim, há tempos aparece nas cozinhas brasileiras, sobretudo as goianas e mineiras, em receitas de doces, como o pé-de-moleque.
Crua ou torrada, a castanha do baru pode ser apreciada como opção de lanche. Mas é preciso atentar para a quantidade, pois é um alimento calórico. A recomendação de consumo deve ser individualizada. Vai bem ainda triturada e salpicada em frutas, iogurtes, saladas e farofas, por exemplo. Outra sugestão é preparar o molho pesto, que leva ainda azeite de oliva e manjericão.
Fontes consultadas: Gabriela Mieko Yoshimura, nutricionista esportiva do Espaço Einstein de Reabilitação e Esporte do Hospital Israelita Albert Einstein; Gracieli de Miranda Monteiro, nutricionista do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG).