Ela é fundamental ao metabolismo celular e participa da produção de energia e da síntese de proteínas e ácidos graxos. A biotina ingerida via alimentos é absorvida principalmente no intestino delgado e, em menor quantidade, no intestino grosso. A microbiota intestinal produz biotina, mas não supre a necessidade diária.
Uma vez absorvida, ela cai na corrente sanguínea e se distribui por todo o organismo, captada por células no fígado, cérebro, rins, pele e outros órgãos. O nutriente é excretado pelos glomérulos renais, estruturas microscópicas, compostas por uma rede de capilares sanguíneos, localizadas dentro dos rins e responsáveis por filtrar o sangue. Uma parte é reabsorvida nos túbulos renais e outra se perde na urina.
Em gestantes, a vitamina é transportada do sangue materno para o feto através da placenta. O mesmo ocorre durante a lactação, quando há transporte ativo para o leite materno. Nessas situações, a demanda por biotina pode ser maior, o que reforça a necessidade de uma alimentação equilibrada. Em alguns casos, pode ser indicada a suplementação — que só deve ocorrer com acompanhamento de médico ou nutricionista.