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Biotina: saiba para que serve essa vitamina e onde encontrá-la

Atualizado em 03/03/2026
Tempo de leitura: 3 minutos

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Uma porção de alimentos ricos em vitamina B7 sobre uma mesa, entre eles bananas, brócolis, ervilhas, cogumelos, folhas verdes, vagem, ovos de galinha e de codorna, fígado, queijo, feijão-branco e nozes, entre outros..

A biotina é uma vitamina solúvel em água, também conhecida como vitamina B7 ou H. Mamíferos — entre os quais se incluem os seres humanos — não sintetizam esse nutriente. Por isso, é considerado uma vitamina essencial, devendo ser consumida diariamente por meio da alimentação.

A biotina está presente na gema de ovos, em carnes, fígado, leite e derivados. No reino vegetal, oleaginosas como amêndoas, nozes, castanhas e amendoim também fornecem, além de batata-doce, espinafre e cereais integrais.

Funções da biotina

Ela é fundamental ao metabolismo celular e participa da produção de energia e da síntese de proteínas e ácidos graxos. A biotina ingerida via alimentos é absorvida principalmente no intestino delgado e, em menor quantidade, no intestino grosso. A microbiota intestinal produz biotina, mas não supre a necessidade diária.

Uma vez absorvida, ela cai na corrente sanguínea e se distribui por todo o organismo, captada por células no fígado, cérebro, rins, pele e outros órgãos. O nutriente é excretado pelos glomérulos renais, estruturas microscópicas, compostas por uma rede de capilares sanguíneos, localizadas dentro dos rins e responsáveis por filtrar o sangue. Uma parte é reabsorvida nos túbulos renais e outra se perde na urina.

Em gestantes, a vitamina é transportada do sangue materno para o feto através da placenta. O mesmo ocorre durante a lactação, quando há transporte ativo para o leite materno. Nessas situações, a demanda por biotina pode ser maior, o que reforça a necessidade de uma alimentação equilibrada. Em alguns casos, pode ser indicada a suplementação — que só deve ocorrer com acompanhamento de médico ou nutricionista.

É possível ter deficiência de biotina?

Existem duas formas de deficiência de biotina: a adquirida e outra de origem genética.

A primeira se dá por diferentes fatores. Entre eles:

  • Falta de ingestão em dietas restritivas;
  • Uso prolongado de alguns antibióticos (como sulfas, tetraciclinas, quinolonas e cefalosporinas, por redução da flora intestinal);
  • Uso de anticonvulsivantes (como a carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e primidona, que podem acelerar o metabolismo da biotina no fígado e produzir deficiência);
  • Ingestão prolongada de clara de ovo crua, onde há excesso de avidina, uma proteína que se liga à biotina e impede sua absorção;
  • Doenças intestinais (que também podem reduzir a absorção de biotina);
  • Falta de oferta de biotina durante a nutrição parenteral, no caso de pacientes cronicamente dependentes dessa modalidade de terapia nutricional.

Já a deficiência de biotinidase é uma doença genética (erro inato do metabolismo) que impede a reciclagem da biotina pelas células. Essa condição pode ser identificada em exames de triagem neonatal.

Sintomas da falta de biotina

Pessoas com deficiência de biotina apresentam quadro clínico de instalação gradual, ao longo de várias semanas, que se caracteriza por afinamento e queda de cabelos, cílios e sobrancelhas, unhas frágeis, lesões avermelhadas na pele com descamação em volta dos olhos, nariz, boca e no períneo, com distribuição não usual da gordura facial.

Entre os sintomas neurológicos estão depressão, letargia, alucinações e alteração da sensibilidade nas extremidades (parestesias), podendo chegar ao coma. Crianças pequenas podem desenvolver fraqueza muscular (hipotonia), letargia, convulsões, perda auditiva e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.

Testes e diagnóstico

O diagnóstico da deficiência congênita de biotina se faz pelo teste do pezinho, medindo-se a atividade da enzima biotinidase. Se essa estiver reduzida, confirma-se o diagnóstico por meio de dosagem da atividade enzimática no sangue do bebê.

A investigação diagnóstica pode ser aprofundada com a utilização de testes genéticos moleculares para identificar mutações no DNA ou pela dosagem de ácidos orgânicos na urina.

Nos adultos com deficiência adquirida, o diagnóstico pode ser feito pela dosagem de biotina no sangue ou na urina. A dosagem de ácidos orgânicos na urina é bastante sugestiva dessa carência nutricional.

Como tratar

O tratamento consiste na administração de biotina por via oral. Em geral, os comprimidos de polivitamínicos têm biotina em sua composição. Deve-se verificar na fórmula a presença de vitamina B7 ou H, ou biotina, e qual a quantidade ofertada, para verificar se o produto atende às necessidades do paciente.

Naqueles com doenças intestinais que impedem a absorção de nutrientes, a biotina deve ser reposta pela via endovenosa, conforme orientação de um profissional de saúde especializado.

Revisão técnica: Décio Diament, médico da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional do Einstein Hospital Israelita (CRM 39049)

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