A amêndoa do cacau, por exemplo, é rica em flavonoides que têm função antioxidante e neutralizam os radicais livres, protegendo contra inflamações e outras doenças.
Elas também têm efeito vasodilatador e, por isso, são associados à redução da pressão arterial, além de combaterem a agregação de plaquetas, protegendo contra doenças cardiovasculares.
O cacau também possui triptofano, que estimula a produção de neurotransmissores como a serotonina, que induz sensações de prazer. Mas, embora esses compostos benéficos possam chegar a 10% do peso seco do grão, eles também conferem um sabor amargo — então, é comum que seu teor seja bem reduzido com as técnicas de processamento industrial.
O problema é que os chocolates que são normalmente consumidos não levam só cacau, mas também açúcar e gorduras, esses sim dois componentes associados ao ganho de peso – que, por sua vez, são fatores de risco para várias doenças.
"O problema não está no ingrediente, está na dose", diz a nutricionista Paula Victória Félix, doutoranda na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Ela explica que há formas de degustar o chocolate sem prejudicar a saúde — e nem a cintura.
Se as crianças ganharem muitos ovos, o ideal é guardar alguns e ir consumindo ao longo das semanas ou meses. O Brasil é um dos países que mais "chocólatras": cada brasileiro consome cerca de três quilos de cacau por ano. Somos o sétimo maior produtor mundial (o primeiro é a Costa do Marfim), e a maior produção está concentrada na Bahia e no Pará.
Em volume de vendas, o Brasil ocupa o 5º lugar, sendo que o setor de chocolates produziu quase 700 mil toneladas só em 2021, um crescimento de 35,9% em relação a 2020, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab).