Quem nunca, em um momento de tristeza ou estresse, comprou um pote de sorvete ou uma barra de chocolate e os devorou? Essa tentativa de substituir os sentimentos ruins por emoções positivas, provocadas pelo sabor, textura e cheiro de alimentos, é uma prática comum e recebe o nome clínico de “comer emocional”.
Estudado por psicólogos e nutricionistas, esse transtorno é compreendido como um ímpeto do corpo de buscar fontes de prazer e compensação para se manter em equilíbrio diante de situações de frustração. Nesse sentido, representa um movimento quase involuntário de comer, mesmo sem fome.
Quando ocorre uma vez ou outra, essa situação não apresenta grandes riscos à saúde. Porém, à medida que se torna mais frequente, é possível que evolua para um quadro de transtorno alimentar, no qual o indivíduo desenvolve hábitos não saudáveis, como comer em excesso ou mesmo deixar de fazer as refeições diárias.
A longo prazo, o comer emocional pode gerar diversos problemas crônicos, como pré-diabetes, obesidade e hipertensão. O Ministério da Saúde classifica o quadro como uma “compulsão alimentar”, quando o comportamento de risco se repete pelo menos uma vez na semana, ao longo de três meses.




