O medicamento donanemabe (donanemab, em inglês) tem como objetivo auxiliar no tratamento de pessoas diagnosticadas com Alzheimer. Em testes clínicos, o produto se mostrou eficiente especialmente quando utilizado ainda nos estágios iniciais da doença, em que o comprometimento cognitivo ou a demência são mais leves.
O princípio ativo do donanemabe é capaz de frear o processo de formação das chamadas “placas de amiloide”. Elas são compostas por proteínas beta-amiloides, que nessa condição se acumulam no cérebro e impedem as sinapses, processo de comunicação entre os neurônios. A presença em grande quantidade dessas proteínas dificulta a consolidação de novas memórias, além de atrapalhar a formulação de pensamento e a regulação das emoções.
Em testes realizados a medicação atrasou a velocidade com que os neurônios são mortos, reduzindo a progressão da doença. Na prática, isso possibilita com que o indivíduo mantenha uma rotina de trabalho, estudos e hobbies por mais tempo do que o Alzheimer permitiria em outras circunstâncias. Os benefícios também podem ajudar na autoestima, já que prolonga a independência do paciente.




