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Escitalopram: saiba como age e as possíveis reações ao antidepressivo

Atualizado em 03/07/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Cápsulas de medicamento antidepressivo espalhadas em uma superfície escura.

O escitalopram é um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS). Ele age nas terminações nervosas de forma a aumentar a concentração cerebral de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e regulação do equilíbrio mental.

Esse medicamento pode ser indicado para tratar e prevenir episódios agudos de:

  • Depressão;
  • Pânico, com ou sem agorafobia;
  • Ansiedade generalizada (TAG);
  • Fobia social;
  • Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC);
  • Transtornos alimentares.

Como usar o escitalopram

O escitalopram é comercializado como um remédio de tarja vermelha com retenção de receita. Essa imposição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) serve para manter um maior controle sobre sua circulação no território nacional. 

Na prática, isso significa que o produto só pode ser vendido nas farmácias mediante a entrega de um pedido profissional. É nesse documento que também ficam descritas as instruções que a pessoa deve seguir na hora de consumir a substância. 

Recomenda-se seguir à risca a indicação médica acerca de dose, frequência e tempo de uso do medicamento. Automedicar-se pode impactar diretamente na eficácia do tratamento, além de aumentar o risco de eventos adversos. 

Efeitos colaterais

No geral, os efeitos colaterais do escitalopram incluem:

  • Tontura;
  • Sonolência;
  • Fraqueza;
  • Agitação;
  • Insônia;
  • Sudorese;
  • Boca seca;
  • Aumento da sede;
  • Perda de apetite;
  • Náusea;
  • Constipação;
  • Sangramento nasal;
  • Diminuição da libido;
  • Impotência;
  • Dificuldade para atingir o orgasmo.

Mais raramente, é possível que o indivíduo manifeste sintomas como:

  • Visão turva;
  • Dor ou inchaço nos olhos;
  • Pensamentos acelerados;
  • Comportamento de risco incomum;
  • Mudanças súbitas no humor;
  • Dor ou ardor ao urinar;
  • Crescimento lento ou ganho de peso (no caso de crianças e adolescentes);
  • Baixos níveis de sódio no corpo;
  • Confusão mental;
  • Fala arrastada;
  • Vômito;
  • Perda de coordenação motora;
  • Músculos muito rígidos;
  • Febre alta;
  • Batimentos cardíacos rápidos ou irregulares;
  • Tremores;
  • Sensação de desmaio.

Caso algum sintoma mais grave aconteça, o mais indicado é buscar ajuda em um pronto-atendimento ou do seu médico. Se necessário, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo número 192.

Contraindicações

O escitalopram é contraindicado a pessoas com histórico de reação alérgica a essa classe de antidepressivos ou qualquer um de seus componentes. Devido aos seus efeitos colaterais, ele não deve ser usado por quem já foi diagnosticado com:

  • Epilepsia;
  • Problemas cardíacos;
  • Hiponatremia (baixo nível de sódio no sangue);
  • Glaucoma.

Pelo risco de interação química, também é indicado evitar usá-lo em paralelo com relaxantes musculares e outros antidepressivos. Por isso, é sempre importante a avaliação de um profissional capacitado antes de fazer o uso dessa substância.

Gestantes e lactantes podem tomar?

Na gravidez, quando o escitalopram é tomado nas semanas que antecedem o parto, pode causar sintomas de abstinência de curto prazo e problemas respiratórios em bebês, além de aumentar o risco de sangramentos. Dessa forma, é imprescindível a avaliação de seu obstetra antes de iniciar o tratamento com a substância. 

Por fim, como o produto também pode passar para o leite materno em pequenas quantidades, seu uso por lactantes deve ser feito com muita cautela. 


Revisão técnica:  João Roberto Resende Fernandes (CRM-SP 203006/RQE 91325), médico do Pronto Atendimento e Corpo Clínico, especialista em Clínica Médica do Hospital Israelita Albert Einstein. 

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