A intolerância alimentar não se caracteriza como uma doença e pode se apresentar de várias formas. As três mais comuns são:
- Intolerância à lactose: é causada pela dificuldade ou incapacidade do organismo de digerir (quebrar) a lactose, o principal açúcar do leite e seus derivados. Os sintomas após o consumo costumam ser náuseas, inchaço e dor abdominal, além de diarreia. Fazer uso de suplementos da enzima lactase, disponíveis no mercado em comprimidos ou tabletes mastigáveis, costuma ser recomendado para aliviar os sintomas.
- Intolerância às histaminas: as histaminas são substâncias químicas presentes em queijo, abacaxi, banana, abacate, amendoim, chocolate, vinho tinto, crustáceos e carne de porco. A intolerância é um distúrbio associado a uma capacidade prejudicada de metabolizar a histamina ingerida e foi descrita somente no início deste século.
- Intolerância a glúten: há pessoas que apresentam alguma sensibilidade a alimentos que contêm glúten, que é uma proteína do trigo, centeio e cevada. Essa sensibilidade não deve ser confundida com doença celíaca, que é mais grave e tem como principal efeito a dificuldade em digerir o glúten. Ao reduzir o consumo de alimentos com glúten, é preciso ficar atento para uma maior ingestão de mais vegetais frescos, frutas e grãos integrais, para que o organismo receba fibras e vitaminas do complexo B.
A intolerância não tem cura. Por isso, é importante ter orientação e acompanhamento de profissionais de saúde, como gastroenterologistas e nutricionistas, uma vez que a restrição a certos tipos de alimentos pode levar à deficiência nutricional.
Revisão técnica: João Roberto Resende Fernandes - Médico do Pronto Atendimento e Corpo Clínico, preceptor da Residência Médica de Clínica Médica do Hospital Israelita Albert Einstein.