Popularmente conhecido como “pílula do dia seguinte”, o levonorgestrel é um medicamento contraceptivo de emergência, cujos efeitos no sistema reprodutivo feminino servem para atrasar ou inibir a ovulação, diminuindo a chance de contato com os espermatozoides e, consequentemente, a fecundação.
Também pode aumentar o espessamento do muco cervical, dificultando a chegada dos espermatozoides ao útero; e alterar a passagem do óvulo ou espermatozoide pelas trompas, de modo que não ocorra a fecundação.
Devido à alta concentração de hormônios e possíveis efeitos colaterais, seu uso recorrente não é recomendado. O método deve se restringir a casos de:
- Relação sexual sem qualquer proteção;
- Falha no método de controle (deslocamento ou rompimento do preservativo, calendário desregulado das pílulas e injeções anticoncepcionais, remoção antecipada do diafragma e saída do DIU);
- Violência sexual.
É importante destacar que esse fármaco não é abortivo, ou seja, não serve para interromper o desenvolvimento de óvulos já fecundados.
A medicação tampouco previne a propagação de infecções sexualmente transmissíveis (IST), como sífilis, gonorreia e HPV.




