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Levonorgestrel: quando e como usar a “pílula do dia seguinte”

Atualizado em 16/01/2026
Tempo de leitura: 2 minutos

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Cartela de medicamento com dose única de Levonorgestrel, conhecida como a pílula do dia seguinte.

Popularmente conhecido como “pílula do dia seguinte”, o levonorgestrel é um medicamento contraceptivo de emergência, cujos efeitos no sistema reprodutivo feminino servem para atrasar ou inibir a ovulação, diminuindo a chance de contato com os espermatozoides e, consequentemente, a fecundação. 

Também pode aumentar o espessamento do muco cervical, dificultando a chegada dos espermatozoides ao útero; e alterar a passagem do óvulo ou espermatozoide pelas trompas, de modo que não ocorra a fecundação. 

Devido à alta concentração de hormônios e possíveis efeitos colaterais, seu uso recorrente não é recomendado. O método deve se restringir a casos de:

  • Relação sexual sem qualquer proteção;
  • Falha no método de controle (deslocamento ou rompimento do preservativo, calendário desregulado das pílulas e injeções anticoncepcionais, remoção antecipada do diafragma e saída do DIU);
  • Violência sexual.

É importante destacar que esse fármaco não é abortivo, ou seja, não serve para interromper o desenvolvimento de óvulos já fecundados. 

A medicação tampouco previne a propagação de infecções sexualmente transmissíveis (IST), como sífilis, gonorreia e HPV.

Como usar o levonorgestrel

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) classifica o levonorgestrel como um princípio ativo de tarja vermelha. Isso significa que, para comprá-lo na farmácia, deve ser apresentado um receituário assinado por um médico. 

Disponível no formato de comprimido oral, o Conselho Federal de Farmácia indica que a pílula deve ser consumida preferencialmente até 24 horas depois do contato sexual desprotegido para apresentar sua eficácia máxima, de 95%. À medida que o tempo passa, a taxa de sucesso do medicamento tende a cair drasticamente.

Efeitos colaterais

Dentre os efeitos colaterais mais comuns do levonorgestrel estão:

  • Sangramento menstrual diferente do padrão normal;
  • Escapes de sangramentos entre os períodos menstruais;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Cansaço;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Dor ou sensibilidade nas mamas.

Depois de tomar o levonorgestrel, é normal que o próximo ciclo menstrual comece até uma semana antes ou depois do esperado. Contudo, se esse período de irregularidade se alongar por mais do que uma semana, fale com seu médico para uma avaliação clínica precisa.

É possível que a fecundação tenha ocorrido, mesmo com o uso do remédio. Além do teste de farmácia, o exame do beta HCG quantitativo poderá ser solicitado para confirmar a possível gravidez.

Contraindicações

O medicamento é contraindicado a pessoas com histórico de alergia ao levonorgestrel, bem como a qualquer um de seus componentes. Ele também deve ser evitado por quem já está em tratamento com efavirenz, rifampicina ou erva-de-são-joão, que podem interagir com o produto e afetar sua eficácia.

Não é indicado o uso recorrente e sem acompanhamento médico adequado.


Revisão técnica: João Roberto Resende Fernandes (CRM-SP 203006/RQE 91325), médico do Pronto Atendimento e Corpo Clínico, especialista em Clínica Médica do Hospital Israelita Albert Einstein. 

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