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Lisdexanfetamina: conheça as indicações e cuidados ao usar o medicamento

Atualizado em 10/11/2025
Tempo de leitura: 3 minutos

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Lisdexanfetamina: medicamento destinado ao tratamento do TDAH e da compulsão alimentar. Siga sempre as orientações médicas para um uso seguro.

A lisdexanfetamina pertence à classe dos medicamentos estimulantes do sistema nervoso central. Ela atua sobre a concentração de certas substâncias químicas relacionadas à atenção e ao controle dos impulsos (como a dopamina e a noradrenalina), sendo geralmente recomendada como parte do tratamento ao Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

O remédio também tem a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser utilizado no país em abordagens terapêuticas contra o transtorno de compulsão alimentar periódica em adultos. No entanto, vale destacar que ele não deve ser utilizado para fins de emagrecimento ou controle de peso.

Como usar a lisdexanfetamina

Por atuar diretamente no cérebro, o produto é controlado e possui tarja preta. Na prática, isso significa que sua comercialização requer a entrega de uma via da receita médica. A medida, prevista pela Anvisa, tem como objetivo manter um maior controle sobre a circulação desse medicamento.

A automedicação com a lisdexanfetamina e seu uso sem o devido acompanhamento profissional podem prejudicar a eficácia do tratamento e ainda oferecer diversos riscos à saúde do paciente. O consumo exagerado do produto pode levar a problemas cardíacos, psiquiátricos e até de dependência química

No geral, o tratamento se inicia com uma dose baixa, que pode ser aumentada gradualmente, sob supervisão médica. O medicamento está disponível em cápsulas ou comprimidos mastigáveis.

Efeitos colaterais

Como outros estimulantes, a lisdexanfetamina pode causar efeitos colaterais leves a graves, dependendo da dose e da sensibilidade individual. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Boca seca;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Náusea;
  • Constipação;
  • Diarreia;
  • Perda de apetite;
  • Perda de peso;
  • Dificuldades para dormir.

Especificamente em crianças e adolescentes, o medicamento pode causar atraso no crescimento e ganho de peso, exigindo monitoramento pediátrico frequente.

Mais raros, os efeitos adversos graves incluem:

  • Taquicardia;
  • Hipertensão;
  • Dor no peito;
  • Arritmia;
  • Desmaio;
  • Convulsão;
  • Alucinação;
  • Delírio;
  • Agitação;
  • Agressividade; 
  • Pensamento suicida e autoflagelante.

Nesses casos, o mais indicado é buscar ajuda médica em um pronto-socorro. Caso haja necessidade, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo número 192. 

O tratamento pode ser interrompido periodicamente para avaliação médica. No entanto, é importante salientar que sua suspensão abrupta é desaconselhada, pois pode provocar fadiga extrema, irritabilidade e sintomas depressivos.

Contraindicações

A lisdexanfetamina não deve ser usada por pessoas que estejam tomando ou tenham tomado recentemente inibidores da monoamina oxidase (IMAOs), como fenelzina, tranilcipromina ou selegilina. A interação com essas substâncias pode causar crises hipertensivas graves e síndrome serotoninérgica, uma condição potencialmente fatal caracterizada por febre, confusão mental, rigidez muscular e taquicardia.

O medicamento também é contraindicado a pacientes com:

  • Doença cardíaca estrutural ou arritmias graves;
  • Hipertensão severa;
  • Glaucoma;
  • Hipertireoidismo;
  • Dependência de drogas ou álcool.

Vale lembrar que casos de morte súbita, ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC) foram relatados especialmente em pessoas com problemas cardíacos preexistentes. Por isso, é fundamental que o paciente e seu histórico familiar sejam avaliados antes de iniciar o tratamento.

Indivíduos diagnosticados com distúrbios psiquiátricos, como transtorno bipolar, depressão grave, psicose ou síndrome de Tourette, devem usar a lisdexanfetamina com extrema cautela. O medicamento pode agravar sintomas mentais ou desencadear episódios de mania e paranoia.

Por fim, durante a gravidez, o uso é desencorajado, já que pode causar parto prematuro, baixo peso ao nascer e sintomas de abstinência no recém-nascido. A substância também pode passar para o leite materno, sendo contraindicada durante a amamentação.


Revisão técnica: Alexandre R. Marra (CRM 87712), pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE)

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