A lisdexanfetamina não deve ser usada por pessoas que estejam tomando ou tenham tomado recentemente inibidores da monoamina oxidase (IMAOs), como fenelzina, tranilcipromina ou selegilina. A interação com essas substâncias pode causar crises hipertensivas graves e síndrome serotoninérgica, uma condição potencialmente fatal caracterizada por febre, confusão mental, rigidez muscular e taquicardia.
O medicamento também é contraindicado a pacientes com:
- Doença cardíaca estrutural ou arritmias graves;
- Hipertensão severa;
- Glaucoma;
- Hipertireoidismo;
- Dependência de drogas ou álcool.
Vale lembrar que casos de morte súbita, ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC) foram relatados especialmente em pessoas com problemas cardíacos preexistentes. Por isso, é fundamental que o paciente e seu histórico familiar sejam avaliados antes de iniciar o tratamento.
Indivíduos diagnosticados com distúrbios psiquiátricos, como transtorno bipolar, depressão grave, psicose ou síndrome de Tourette, devem usar a lisdexanfetamina com extrema cautela. O medicamento pode agravar sintomas mentais ou desencadear episódios de mania e paranoia.
Por fim, durante a gravidez, o uso é desencorajado, já que pode causar parto prematuro, baixo peso ao nascer e sintomas de abstinência no recém-nascido. A substância também pode passar para o leite materno, sendo contraindicada durante a amamentação.
Revisão técnica: Alexandre R. Marra (CRM 87712), pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE)