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Losartana: saiba como age o anti-hipertensivo e seus efeitos colaterais

Atualizado em 03/11/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Pacientes podem ter reações variáveis ao tratamento. É fundamental relatar qualquer sintoma incomum ao médico para ajustes no uso do medicamento.

A losartana potássica é um medicamento pertencente à classe dos antagonistas dos receptores da angiotensina II (BRA), que atua bloqueando a ação de substâncias responsáveis pela contração dos vasos sanguíneos. Ele ajuda a controlar a pressão arterial, prevenindo complicações cardiovasculares.

Por esse efeito, ela costuma ser indicada para tratar quadros de hipertensão e insuficiência cardíaca, especialmente quando o uso de inibidores da enzima de conversão da angiotensina, como o enalapril, não é mais adequado. Em alguns casos, o anti-hipertensivo também pode ser utilizado preventivamente para:

  • Reduzir o risco de acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes hipertensos com hipertrofia ventricular esquerda, uma condição em que as paredes do lado esquerdo do coração ficam mais espessas;
  • Atrasar a progressão de doenças renais e reduzir a presença excessiva de proteínas na urina (proteinúria), especialmente em pessoas com diabetes tipo 2 e pressão alta.

Como usar

Classificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com tarja vermelha, a losartana só pode ser comercializada mediante a apresentação de uma receita médica. O remédio está disponível no formato de comprimido, e deve ser tomado exatamente como instruído pelo profissional da saúde. 

Embora os efeitos possam ser percebidos já na primeira semana, o resultado costuma aparecer entre três e seis semanas de uso contínuo. Daí a importância de seguir as indicações médicas e manter as visitas regulares ao consultório para acompanhamento.

Vale lembrar que a automedicação nunca é recomendada. Além de afetar a eficácia do tratamento, a prática ainda aumenta o risco de efeitos colaterais graves. 

Efeitos colaterais

Entre as reações mais comuns da losartana estão:

  • Tontura;
  • Fadiga;
  • Diarreia;
  • Dor nas costas;
  • Dor muscular.

Mais raramente, o quadro pode evoluir para reações como:

  • Inchaço de rosto, lábios ou garganta;
  • Dificuldade para respirar;
  • Dor no peito; 
  • Problemas renais (como diminuição da urina e inchaço nas pernas);
  • Rabdomiólise, condição de degradação do tecido muscular que pode provocar insuficiência renal; entre seus sinais típicos, estão dor muscular intensa, febre, fraqueza e urina escura.

Nesses casos, o mais recomendado é buscar ajuda em um pronto-atendimento. Se necessário, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo número 192.

Contraindicações

Devido ao risco elevado de sofrer com os efeitos colaterais mais graves da losartana, é indicado informar ao médico caso haja histórico de problemas cardíacos, renais ou hepáticos. O mesmo vale para quem faz uso de outros medicamentos, especialmente anti-inflamatórios e diuréticos, que podem interferir na ação do produto.


Revisão técnica: Alexandre R. Marra (CRM 87712), pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE)

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