Rosenbaum ressalta que o açúcar é o principal vilão:
"O que temos que incentivar é evitar adoçar os alimentos e consumir mais produtos in natura ou minimamente processados. Em vez de tomar suco de frutas, comer frutas, por exemplo. Ter uma alimentação mais regrada e balanceada", explica.
A nutricionista defende que ainda que os açúcares mais saudáveis como o de coco, demerara, orgânico ou mascavo sejam preferíveis em relação aos adoçantes artificiais, o ideal mesmo seria não adoçarmos as nossas preparações com nenhum dos dois.
"O ideal é investirmos em outras em fontes naturais de para trazer o gosto doce, como canela, chocolate 70%, banana ou outra fruta bem madura, maçã (inclusive em pó), frutas secas (tâmara, passas, damasco), geleias 100% fruta, mel", sugeriu.
De acordo com a endocrinologista, existem várias substâncias alimentares que foram classificadas como possíveis riscos à saúde, mas nem todas tiveram a mesma repercussão que o aspartame recebeu. Entre elas estão alguns corantes alimentares, aditivos e alguns pesticidas, extrato de aloe vera, óleo diesel, ácido cafeico (encontrado no café e chá).
“A maioria dessas classificações também é baseada em estudos em animais ou dados limitados em humanos, e as agências reguladoras estabelecem limites seguros para o consumo dessas substâncias”, afirmou.
Diante desse cenário, a principal recomendação dos especialistas é que a pessoa prefira uma alimentação mais saudável, com alimentos naturais ou minimamente processados, em vez de usar o aspartame. Mas, o seu consumo ainda tem doses consideradas seguras.
"O fator determinante à toxicidade, em qualquer que seja o caso, é o excesso e a frequência com a qual esse excesso ocorre. É aquela velha máxima: a diferença entre o remédio e o veneno está na dose", completou a nutricionista.