Devido a seus possíveis efeitos colaterais, a penicilina G benzatina é classificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com tarja vermelha e tem obrigatoriedade de retenção de receita. Essa medida tem o objetivo de manter um maior controle sobre a circulação do produto no território brasileiro.
O remédio vem no formato de suspensão líquida, que deve ser injetada diretamente nos músculos das nádegas ou das coxas. A aplicação precisa ser conduzida por um médico ou enfermeiro treinado em um centro médico, como hospitais, unidades básicas de saúde (UBS) e unidades de pronto atendimento (UPA).
Geralmente, a injeção de penicilina G benzatina costuma ser administrada em dose única. No entanto, quando utilizada para tratar ou prevenir certas infecções mais graves e complexas, doses adicionais podem ser administradas com pelo menos sete dias de intervalo.
A aplicação da substância costuma causar dor e incômodo local, que diminuem com o passar do tempo. Em paralelo, é possível que os sintomas da infecção comecem a ficar mais fracos poucos dias após a dose. Se isso não ocorrer, deve-se procurar ajuda profissional para uma nova avaliação do quadro.
Vale lembrar ainda que, se o médico recomendou a aplicação de mais de uma dose de benzilpenicilina benzatina, elas devem ser tomadas seguindo exatamente o cronograma indicado – mesmo se já estiver se sentindo melhor. Interromper o uso do produto ou pular doses pode prejudicar o andamento do tratamento.