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Penicilina G Benzatina: para que serve, como aplicar e cuidados essenciais

Atualizado em 22/09/2025
Tempo de leitura: 3 minutos

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A aplicação da Penicilina G Benzatina deve ser feita por um profissional de saúde. A administração correta é fundamental para a eficácia do tratamento.

A penicilina G benzatina (também conhecida como benzilpenicilina benzatina) pertence a uma classe de antibióticos chamada de penicilina, que age na eliminação de certas bactérias do corpo. Ela costuma ser indicado para lidar com casos de:

  • Infecção por estreptococos (ligados a diversos quadros de faringite, pneumonia, sepse e endocardite)
  • Infecções leves e moderadas do trato respiratório superior e da pele
  • Infecções venéreas, como sífilis, bouba, bejel (sífilis endêmica) e pinta
  • Profilaxia da glomerulonefrite aguda e doença reumática
  • Profilaxia de recorrências da febre reumática

Como usar a penicilina G benzatina

Devido a seus possíveis efeitos colaterais, a penicilina G benzatina é classificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com tarja vermelha e tem obrigatoriedade de retenção de receita. Essa medida tem o objetivo de manter um maior controle sobre a circulação do produto no território brasileiro. 

O remédio vem no formato de suspensão líquida, que deve ser injetada diretamente nos músculos das nádegas ou das coxas. A aplicação precisa ser conduzida por um médico ou enfermeiro treinado em um centro médico, como hospitais, unidades básicas de saúde (UBS) e unidades de pronto atendimento (UPA). 

Geralmente, a injeção de penicilina G benzatina costuma ser administrada em dose única. No entanto, quando utilizada para tratar ou prevenir certas infecções mais graves e complexas, doses adicionais podem ser administradas com pelo menos sete dias de intervalo. 

A aplicação da substância costuma causar dor e incômodo local, que diminuem com o passar do tempo. Em paralelo, é possível que os sintomas da infecção comecem a ficar mais fracos poucos dias após a dose. Se isso não ocorrer, deve-se procurar ajuda profissional para uma nova avaliação do quadro.

Vale lembrar ainda que, se o médico recomendou a aplicação de mais de uma dose de benzilpenicilina benzatina, elas devem ser tomadas seguindo exatamente o cronograma indicado – mesmo se já estiver se sentindo melhor. Interromper o uso do produto ou pular doses pode prejudicar o andamento do tratamento.

Efeitos colaterais

Alguns dos efeitos colaterais mais comuns à injeção de penicilina G benzatina incluem:

  • Náusea;
  • Vômito;
  • Dor e inchaço no local da aplicação;
  • Sangramento na região onde o medicamento foi injetado;
  • Surgimento de hematomas nas nádegas ou coxas.

Se o medicamento for injetado acidentalmente perto de uma veia ou nervo, é possível que o indivíduo sinta: 

  • Sensação de dormência, formigamento ou queimação no local da aplicação;
  • Pele pálida ou manchada;
  • Lábios, dedos das mãos ou dos pés de cor azulada;
  • Fraqueza;
  • Bolhas, descamação, descoloração ou alterações dolorosas na pele.

Diante desses episódios, o mais indicado é procurar ajuda em um pronto-socorro. O mesmo vale para quem manifesta sintomas mais graves e raros, como:

  • Dor de estômago intensa;
  • Diarreia aquosa ou com sangue ;
  • Sensação de tontura;
  • Frequência cardíaca lenta ou acelerada;
  • Confusão mental;
  • Convulsão;
  • Problemas de micção.

Caso seja necessário, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo número 192.

Contraindicações

O uso de benzilpenicilina benzatina é contraindicado a pessoa com histórico de alergia a qualquer ingrediente do medicamento. Ele ainda deve ser evitado por quem apresenta sensibilidade a outros antibióticos derivados de penicilina, como cefaclor, cefadroxil, cefazolina, cefditoreno, cefepima, cefixima, cefotaxima, cefoxitina, cefpodoxima, cefprozil, ceftazidima, ceftibuteno, ceftriaxona, cefuroxima e cefalexina.

Devido à maior vulnerabilidade aos seus possíveis efeitos colaterais, indivíduos diagnosticados com asma, febre do feno, urticária ou doença renal e cardíaca devem confirmar com o médico a segurança do seu tratamento. Essa recomendação serve também para gestantes e lactantes.


Revisão técnica: Alexandre R. Marra (CRM 87712), pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE).

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