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Quais tipos sanguíneos seu filho pode ter? Entenda o que está por trás

Atualizado em 08/04/2026
Tempo de leitura: 2 minutos

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Uma bolsa de sangue sendo administrada para um paciente

Os tipos sanguíneos que um filho pode ter são determinados pela combinação do sangue de seus pais biológicos. O sangue é classificado com base em pequenas estruturas presentes nas células vermelhas, chamadas antígenos, que funcionam como “marcadores” que identificam o tipo sanguíneo. O tipo A possui o antígeno A; o tipo B, o antígeno B; o tipo AB apresenta ambos; e o tipo O não possui nenhum.

Saiba mais: Qual é o tipo sanguíneo mais raro? Saiba o que é o “sangue dourado”

A classificação também considera o fator Rhesus, mais conhecido como Rh ou antígeno D (RhD). Quando ele está presente, o sangue é classificado como Rh positivo (A+, por exemplo). Quando está ausente, trata-se de Rh negativo (O-, por exemplo).

Na fecundação, cada embrião recebe dois genes que definem seu tipo sanguíneo: um da mãe e outro do pai. Os alelos A e B são dominantes, enquanto o O é recessivo. Isso significa que um dos genitores pode ter sangue tipo A, por exemplo, mas ainda carregar o gene O e transmiti-lo ao filho.

Algumas possibilidades são:

  • Dois pais A: filho pode ser A ou O
  • Dois pais B: filho pode ser B ou O
  • Um A e um B: filho pode ser A, B, AB ou O
  • Um AB e um O: filho pode ser A ou B
  • Dois pais O: filho será sempre O

O fator Rh também é herdado geneticamente, mas de forma independente do sistema ABO. Nesse caso, o Rh positivo é dominante, enquanto o Rh negativo é recessivo. Desta forma:

  • Dois pais positivos podem ter um filho negativo
  • Um positivo e um negativo podem ter filhos positivos ou negativos
  • Dois negativos terão apenas filhos negativos

Importância de saber o tipo sanguíneo

Saber o tipo sanguíneo não é apenas uma informação curiosa — em muitos casos, pode ser decisivo para a saúde. Um dos exemplos mais críticos são as transfusões de sangue, procedimento em que uma pessoa recebe sangue de outra. Para que isso seja seguro, é fundamental que haja compatibilidade entre os tipos.

Isso ocorre porque o organismo possui anticorpos, que são proteínas de defesa. Quando o sangue recebido apresenta “marcadores” diferentes dos esperados, esses anticorpos podem reagir como se estivessem combatendo um invasor. Essa reação pode causar desde febre até complicações graves, como falência de órgãos.

Por isso, antes de qualquer transfusão, é realizado um teste de compatibilidade. Em situações de emergência, quando não há tempo para testes detalhados, utiliza-se preferencialmente o sangue tipo O negativo, que apresenta menor risco de reação.

Como descobrir o tipo sanguíneo

A identificação é feita por meio de um exame simples e rápido. Uma pequena amostra de sangue é coletada e misturada com substâncias que contêm anticorpos conhecidos. Se houver reação — geralmente visível como pequenos “grumos” — isso indica a presença de determinados antígenos. Por exemplo, se o sangue reage com uma substância específica para o tipo A, significa que possui esse marcador.

Esse mesmo princípio também é utilizado para verificar o fator Rh. O resultado final mostra tanto o grupo (A, B, AB ou O) quanto se ele é positivo ou negativo. O exame não costuma fazer parte de check-ups de rotina, mas pode ser solicitado em laboratórios, hospitais ou durante o processo de doação de sangue.

João Roberto Resende FernandesEspecialista em Clínica Médica, médico do pronto-atendimento e do corpo clínico do Einstein Hospital IsraelitaCRM-SP 203006/RQE 91325

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