Embora nem todo indivíduo que ronque tenha apneia, o ronco persistente é considerado o principal sintoma noturno da condição. Na apneia obstrutiva, a via aérea superior sofre estreitamentos ou bloqueios temporários, levando a pequenas pausas respiratórias.
Diante da falta momentânea de oxigênio, o corpo reage com microdespertares, um tipo de despertar tão rápido que a pessoa sequer percebe que acordou para restabelecer a sua respiração. Essa fragmentação do sono explica por que muitos acordam pela manhã com a sensação de que passaram a noite lutando contra o cansaço, mesmo tendo dormido bem, aparentemente.
As quedas de oxigenação e a ativação repetitiva do sistema adrenérgico podem provocar variações bruscas da pressão arterial e da frequência cardíaca. Com o tempo, isso aumenta o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), arritmia e diabetes, além de afetar o desempenho cognitivo, como memória e concentração.
É comum também que quem sofre de apneia relate irritabilidade, dificuldade para focar no trabalho e sonolência excessiva. Não é incomum que esse quadro acabe sendo confundido com “cansaço acumulado”.