Os cuidados para ter uma pele bonita e saudável viraram tema de interesse de pessoas de diversas idades, nos consultórios ou nas redes sociais. Mas, afinal, ter um skincare realmente é necessário?
“Skincare”: conheça os cuidados básicos com a pele e como evitar riscos

Vídeo: A rotina perfeita de skincare, segundo dermatologista do Einstein
A pele é a principal barreira de proteção do corpo contra agentes externos, como a poluição, microrganismos e a radiação solar. Quando está comprometida, surgem problemas que vão muito além da aparência. Acne inflamada, sensibilidade excessiva, manchas persistentes e envelhecimento precoce são sinais de que a pele não está funcionando como deveria.
Uma rotina básica de cuidados ajuda a manter essa barreira íntegra. A limpeza diária remove impurezas que se acumulam ao longo do dia e favorecem as inflamações e a obstrução dos poros. A hidratação mantém o equilíbrio, inclusive em pessoas com oleosidade excessiva. Já o uso regular de protetor solar é um dos cuidados mais importantes, pois protege contra danos cumulativos do sol, reduzindo o risco de manchas, rugas profundas e câncer de pele.
Nesse sentido, o skincare não deve ser visto como luxo ou vaidade, mas como um conjunto de hábitos preventivos, comparáveis à escovação diária dos dentes ou a uma alimentação equilibrada.
Menos produtos, mais critério
Com a popularização desses cuidados, porém, vem também o excesso de informações. Atenção: rotinas longas, com muitos produtos aplicados em sequência, receitas caseiras e fórmulas copiadas da internet podem comprometer a saúde da pele em vez de melhorá-la.
O uso indiscriminado de ácidos, por exemplo, pode causar queimaduras e manchas difíceis de reverter. A combinação de produtos pode provocar irritação, descamação e sensibilização da pele. Quando a barreira cutânea é danificada, a pele se torna mais vulnerável, reagindo mal até a produtos que antes eram bem tolerados.
Por isso, uma rotina eficaz não é aquela que acumula etapas, mas a que respeita às necessidades individuais. Limpeza adequada ao tipo de pele, hidratação correta e proteção solar diária formam a base. A partir daí, outros produtos podem ser introduzidos de forma estratégica, conforme indicação específica. Seguir tendências sem critério costuma gerar frustração e, muitas vezes, danos reais.
Cuidados em constante mudança
Vale lembrar que a pele não é estática — suas necessidades mudam ao longo da vida. Na adolescência e no início da vida adulta, o foco costuma ser o controle da oleosidade e da acne. A partir dos 25 ou 30 anos, entram em cena estratégias de prevenção do envelhecimento, com o uso de antioxidantes e ativos que preservam a qualidade da pele.
Após os 40 anos, especialmente no caso de mulheres na menopausa, a pele tende a perder firmeza, viço e hidratação. Nessa fase, os cuidados se voltam para hidratação mais profunda, melhora da textura e estímulo da firmeza.
Além da idade, o tipo de pele também influencia diretamente na escolha dos produtos:
- peles oleosas exigem fórmulas mais leves;
- as sensíveis pedem ativos calmantes;
- e aquelas com manchas necessitam de proteção solar reforçada e produtos específicos para uniformizar o tom.
Entender essas diferenças é essencial para evitar frustrações e resultados insatisfatórios — o que funciona bem para uma pessoa pode não funcionar para outra. Por isso, consulte um médico dermatologista para saber qual rotina faz mais sentido para você.
Revisão técnica: Barbara Arruda Fraletti Miguel, dermatologista no Einstein Hospital Israelita (CRM-SP 149914/RQE 68254)
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