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Transtornos alimentares: conheça os principais tipos e sinais de alerta

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 3 minutos

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Pessoa sentada à mesa com um prato com uma porção de alimentos e fixamente olhando para um vegetal que acabou de pegar com um talher.

Os transtornos ou distúrbios alimentares são condições de ordem psiquiátrica, caracterizadas por desequilíbrios no padrão nutricional de um indivíduo.

Geralmente interligados a problemas de autoimagem e autoestima, eles podem levar a comportamentos prejudiciais relacionados tanto ao excesso quanto à escassez de alimentos em uma dieta.

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), estima-se que mais de 70 milhões de pessoas no mundo convivam com algum tipo de transtorno alimentar. Essas condições apresentam as maiores taxas de mortalidade dentre as doenças mentais, segundo a ABP.

Embora afetem pessoas de todos os gêneros, orientações sexuais, idades e classes sociais, sua ocorrência é maior entre as mulheres. Isso porque elas costumam sofrer uma maior imposição de padrões de beleza irrealistas, além de serem bombardeadas por peças midiáticas (como publicidades, filmes e séries) que contribuem para a manutenção de uma visão deturpada sobre o próprio corpo. 

Vídeo: Como os distúrbios alimentares impactam na sua autoimagem? 

O que causa esses transtornos?

Não é possível definir uma única causa responsável pelo desenvolvimento de um transtorno alimentar. 

No geral, essa condição é tratada como multifacetada, uma combinação de fatores genéticos, biológicos, psicológicos, socioculturais e epigenéticos, que podem ser engatilhados por exposições ambientais, estilo de vida ou pela convivência em sociedade.

O estresse crônico e as pressões sociais podem alterar drasticamente a expressão dos genes, potencializando uma predisposição a transtornos alimentares. Além disso, a desinformação disseminada amplifica a pressão estética, criando uma cultura de culpa e inadequação. 

Tipos de transtornos alimentares

Existem diversos tipos de distúrbios alimentares, sendo esses quatro os mais comuns:  

Anorexia nervosa 

Esta condição é marcada pelo medo intenso de ganhar peso, que é reforçado por uma visão distorcida no espelho, na qual a pessoa enxerga seu peso muito acima do que realmente está. 

Nos casos mais graves, pode levar à adoção de práticas de restrição alimentar extrema, que possivelmente resultam em graves deficiências nutricionais e riscos à saúde física e mental. 

Bulimia nervosa 

Geralmente tem como característica a ocorrência de episódios intensos de compulsão alimentar, seguidos por comportamentos compensatórios (vômitos induzidos, exercícios excessivos e uso de diuréticos ou laxantes). 

Além da sensação de culpa e falta de controle, a pessoa pode sentir frustração e vergonha.

Transtorno de compulsão alimentar periódica 

A pessoa consome grandes quantidades de comida em um curto período. Mas, diferentemente do que acontece na bulimia nervosa, esse transtorno não envolve práticas compensatórias. No geral, o indivíduo tende a evoluir para um quadro de obesidade e relatar sentimentos de vergonha e culpa. 

Ortorexia nervosa

A condição é marcada pela recorrência de comportamentos obsessivos em relação a manter uma dieta regular e saudável, o que pode levar a uma grande restrição alimentar. 

Pode comprometer seriamente a qualidade de vida, bem como as relações sociais.

Sinais de alerta

Entre os principais sintomas de um transtorno alimentar estão:

  • Mudança de humor;
  • Isolamento social;
  • Cansaço;
  • Desmaio;
  • Tontura;
  • Perda de produtividade;
  • Queda de cabelo ou aspecto mais ralo dos fios;
  • Ondas de calor ou frio constantes;
  • Evitar comer perto de outras pessoas;
  • Esconder ou jogar comida fora;
  • Obsessão por contar calorias;
  • Ir ao banheiro com frequência depois das refeições.

Caso você perceba alguns desses sinais, a recomendação é buscar o quanto antes ajuda médica e psicológica. O diagnóstico precoce dos transtornos alimentares evita maiores prejuízos à saúde e permite o início do tratamento.


Revisão técnica: João Roberto Resende Fernandes (CRM-SP 203006/RQE 91325), médico do Pronto Atendimento e Corpo Clínico, especialista em Clínica Médica do Hospital Israelita Albert Einstein. 

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